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  Bicicletas compartilhadas podem chegar à cidade

Data: 16/02/2020

 

Bicicletas compartilhadas podem chegar à cidade

JANAINA DO CARMO - Redação Tribuna


Opções de lazer, meios de transporte e instrumento de trabalho, as bicicletas estão a cada dia ganhando mais espaço nos centros urbanos. As “magrelas”, como são chamadas por alguns dos seus usuários, além de incentivar uma vida mais saudável são uma forma sustentável de enfrentar o trânsito caótico do dia a dia. Neste caminho da sustentabilidade e em uma bem-sucedida mobilidade urbana, as bicicletas compartilhadas vem crescendo em todo o mundo e Petrópolis pode contar em breve com esse serviço.

O projeto será apresentado na próxima reunião do Conselho Municipal de Transporte (Comutran) em março, pelo empresário Jarbas Braga Neto. “As bicicletas compartilhadas têm mais mobilidade e velocidade média garantida mesmo nos horários de pico. Em 12 minutos, por exemplo, eu saio do Caxambu e chego na Rua do Imperador, perto do Edifício Marchese. De carro, com certeza não faço neste tempo, principalmente nos horários de maior movimento”, ressaltou o empresário.

Ele explicou que o serviço seria utilizado nas ciclorrotas que estão sendo desenvolvidas pela Companhia Petropolitana de Trânsito (CPTrans) e neste primeiro momento seriam instaladas nas ruas do Centro. “A proposta é usar essas rotas para colocar os estacionamentos evitando que haja confusão no espaço público”, disse Jarbas.

A CPTrans não informou quando as primeiras ciclorrotas entrarão em funcionamento e que depende das condições climáticas para a instalação das mesmas. Em nota, a companhia disse ainda que as ruas que receberão o projeto estão concentradas na região central, neste primeiro momento, mas não especificou quais seriam. A CPTrans também não disse como será a utilização das ciclorrotas e como serão feitas as sinalizações.

Segundo Jarbas, a primeira etapa do serviço das bicicletas compartilhadas contariam com 10 estações e cerca de 100 bicicletas compartilhadas. Os modelos seriam com marchas e bagageiros. “O aluguel será feito por aplicativo e pode custar em torno de R$ 1 a R$ 1,50 por 15 minutos. A ideia também é fazer parcerias com as empresas de ônibus e CPTrans para que o RioCard possa ser usado na locação das bicicletas”, explicou o empresário.

Jarbas ressalta que o projeto ainda precisa de parcerias e patrocínio, além de uma regulamentação por parte da Prefeitura que precisa publicar decretos para o funcionamento do serviço na cidade. “Já tenho empresas interessadas, mas o que quero neste momento é promover essa discussão. O que precisamos é encontrar soluções e caminhos para o trânsito da nossa cidade e as bicicletas são um caminho importante”, destacou o empresário.

A cidade não tem um levantamento sobre a quantidade de ciclistas que rodam diariamente pelas vias do município, mas segundo Associação dos Ciclistas de Petrópolis (Acipe) mais de 1.500 pessoas fazem parte de grupos de pedal em Petrópolis. Além disso, números de um aplicativo de ciclismo mostra que só na Avenida Barão do Rio Branco, no Centro, ao longo dos anos mais de 26 mil passagens foram registradas no sistema. “Isso é apenas uma estimativa. Acreditamos que o número seja muito maior porque esse perfil de quem anda de bicicleta na cidade com equipamentos mais caros é apenas 10% do total dos ciclistas”, comentou o diretor de marketing da Acipe, Vinicius Ferreira.

Para o ciclista Rodrigo Morgantini, o projeto das bicicletas compartilhadas pode dar certo. “Andar de bike é ótimo, ganho de saúde e perda de peso e, se tiver adesão, logicamente vai desafogar um pouco o trânsito. O projeto é bom, temos alguns entraves na cidade como a questão das ladeiras, o trajeto do Centro Histórico que é curto, mas pode ser uma boa solução”, comentou Rodrigo.

O empresário Jarbas Braga Neto, também ressalta que além de uma alternativa ao trânsito caótico da cidade, as bicicletas compartilhadas podem induzir o turismo e mudar os hábitos da população. “Cada dia mais petropolitanos estão andando de bicicleta, poder oferecer esse serviço para que o turista conheça a cidade sem fi car horas no trânsito é uma forma de movimentar a economia. Precisamos abrir um debate sobre esse assunto”, concluiu o empresário.

Em nota a Prefeitura informou que não há necessidade de qualquer ingerência do poder público para a implantação do serviço das bicicletas compartilhas uma vez que é de natureza privada. O governo municipal disse ainda que tem interesse na iniciativa.



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Projeto será apresentado na próxima reunião do Comutran, mas ainda depende de regulamentação e de investidores para sair do papel.


 

 

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