Petrópolis, 06 de Outubro de 2022.
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  REJEIÇÃO A TRUMP NÃO SE CONSUMOU

Data: 16/11/2016

 

 
POR ROBERTO MONTEIRO PINHO

A candidata derrota a presidência dos EUA, Hillary Clinton demonstrou ser muito fraca politicamente para o enfrentamento no top presidencial. O reflexo disso veio no evasivo, monótono e fanhoso discurso da derrota. Este não passou de 7 minutos, a candidata derrotada estava nitidamente abatida, eis que tinha como certa a sua vitória, exaltada por Obama e artistas da mediocridade americana.

Já Donald Trump falou pouco mais de 5 minutos, nem precisava, bastava o muito obrigado! “Já gastou palavras nos discursos”, segundo sua assessoria, que em e-mail enviado a este jornalista, informou que ele viajou o equivalente a cem viagens de ponta a ponta o EUA.

Por outro sua assessoria com toda soberba imaginária, confiou nos votos de NY e Califórnia, tidos como suficientes para garantir o total de 270 votos do colégio de Delegados. Não confundir colégio de delegados com eleitores comuns.

Dos 50 Estados e o Distrito Federal, Minnesota (o qual visitei) é metropolitano com mais de 60% da população, é o maior pólo financeiro, industrial, comercial e de transportes da região centro-oeste, e ainda Oregon e suas montanhas rochosas, com forte produção madeireira, cujas toras deslizam nas correntezas e superfície do Rio Columbia.

Foi o 33° estado americano a ser criado, (Tb visitei). Trump conquistou (em regiões ignoradas por Hillary) os votos da maioria de trabalhadores (na verdade os sindicatos fecharam com Trump) e nacionalistas ávidos pela defesa da soberania americana.

Em suma: Os fanáticos venceram as eleições nos EUA. Aquele americano típico, com o rosto castigado pelas intempéries do tempo.

Quem conhece as entranhas do americanismo, previa cirurgicamente a vitória de Trump, a exemplo da exceção o jornal Los Angeles Times e o NY Times, jornalões amestrados de Obama e dos democratas, jamais admitiram uma derrota de Hillary.

Durante os últimos quatro meses, a publicação de um periódico do Estado da Califórnia divulgou pesquisas, em parceria com a Universidade de South Califórnia, mostrando intenções de voto para o bilionário, bem maiores do que outras medições ao redor do país.

De acordo com o periódico, Trump registrava, em média, seis pontos percentuais a mais do que o atribuído por outros institutos de pesquisa. Atento a corrida â Casa Branca, fui detalhista, me socorri aos mais minuciosos detalhes, um deles a pesquisa mencionada.

Logo após a confirmada derrota de Hillary milhares de americanos, a maioria (lógico) imigrantes, muitos sequer eleitores, se lançaram na infâmia, e foram na onda protagonizada por Hillary, que aguçou os instintos desses cidadãos, contra a eleição de Trump.

Agora, movido por uma excelente sensatez e postura digna de um lord, Barack Obama, saiu em defesa da democracia americana e assumiu a dianteira na transição, mostrando que tem que existir respeito e manter a cultura de que após as eleições o derrotado apóia o vencedor, não apenas em nome da democracia, o que por si seria razoável, mas também, agora, mais do que nunca, para soerguer a maior nação do planeta, que vive momento agudo e vem tentando se superar sob o aspecto econômico e social.

O resultado da eleição americana se traduziu dentro do quadro internacional de rejeição aos modelos impostos em nome do capital, pelas autoridades do planeta. Estudem política internacional e vão entender o NÃO a globalização perversa, que não resolveu seu principal compromisso, - o meio ambiente. O Brasil, por exemplo, tem um problema sério pendente: possui um número superior de 20 milhões de analfabetos (8° lugar do planeta), não tem flama nacionalista, e seu sistema eleitoral é perverso.

Temos 35 partidos num varejo de negócios espúrios a cada eleição, e de um presidencialismo, comprovadamente falido, com direito a reeleição e voto obrigatório. Em “junho 2013 o eleitor deu seu recado: ‘Vocês não nos representam”.

Somos uma nação judicializada, dominada pela casta de magistrados, avessos ao arcabouço jurídico, e de um sistema republicano de mentirinha. Em 2018, a história se repetirá, NEM ESQUERDA (que só existe no discurso) e não ideologicamente e a DIREITA, mentirosa, ensandecida pelo poder, mas convalescente de péssimas administrações, da mesma forma que outros dois últimos presidentes ditos de esquerda.

Lembrando Cuba. Obama reatou os laços com a Ilha, mas os americanos não desejam isso. Agora Cuba tem um problema a resolver com o novo presidente, e Obama fica na berlinda. Da mesma forma, a guerrilha de Cuba que treinou José Dirceu, quando chegou banido do Brasil.

Ele ao lado da politicamente inexpressiva Dilma e camaradas com a volúpia do poder e ganância, aqui destruíram o PT de Lula. Queriam implantar “seu projeto de poder”. Naufragaram e levaram o PT junto.

Para quem não sabe Luiz Carlos Prestes - líder do Partido Comunista Brasileiro, em 1945 fez aliança com o ditador sanguinário Getúlio Vargas. Antes disso, Getúlio tinha mandado em 1936, sua mulher Olga Benário Prestes, por ordem expressa do ditador para os nazistas. Enviada a Alemanha, onde acabou executada num campo de concentração em 1942. Ou seja: três anos depois, Prestes fez “vista grossa” para o triste episódio. Um pouco de cultura e conhecimento ajuda muito o seu pensar. Leiam, pesquisem...

Tribuna da Imprensa



 

 

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