Petrópolis, 20 de Outubro de 2021.
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  FAETERJ

Data: 28/04/2015

 

 

FAETERJ

Philippe Guédon

 

            Não me cabe descrever minuciosamente um drama que se abate sobre o ensino Superior Tecnológico e de nível Técnico entre nós. Mas cabe tentar, nestas breves linhas, dar o alerta sobre mais uma loucura que está se cometendo contra a capacitação de nossos jovens.

            Como muitas deliberações que nos são impostas, os ingredientes são comuns: sábias personalidades estudam uma questão, deliberam à luz de princípios profundos; a decisão tomada permanece fora do alcance dos maiores interessados por falha dos Poderes, dos Partidos, dos Sindicatos, de quem poderia fazer algo, mas estava por demais ocupado a cuidar de outras prioridades.

            Um dia, a bomba estoura e fica-se sabendo que a desgraça é de respeito, que não dá mais tempo de fazer nada, e que os únicos prejudicados serão aqueles que nada tinham a ver com o peixe. Pois que paguem o pato, enquanto a nau segue o seu caminho. Mas não vais ser assim, não.

            Eis o problema: os contratos de todos os professores temporários da FAETEC, aqui FAETERJ, UERJ, UEZO e UENF foram considerados inconstitucionais pelo STF. O problema da FAETEC machuca muito em Petrópolis, pois o Órgão têm muitos professores contratados, parte dos quais aqui. Ao que sei, tais professores deverão deixar seus cargos em 28 de maio, e não se conhece solução em curso. A FAETERJ Petrópolis enviou em 17 de abril um documento para a Diretoria de Ensino Superior da FAETEC (DESUP) indagando sobre as medidas que serão tomadas para evitar solução de continuidade na prática docente do ensino, pesquisa e extensão. Não me consta ter havido resposta. A FAETERJ aguarda ansiosa uma posição do Governo do Estado. Eu não tinha ouvido falar a respeito, talvez o leitor também não. Em tempos de “Pátria Educadora”, ao lado do FIES, do PRONATEC, dos cortes de verbas nas Universidades e da tesoura no programa Ciência Sem Fronteiras, eis mais um ato contra a juventude, e que fere Petrópolis. Mas o Fundo Partidário (iniciativa de Romero Jucá, PMDB) até este momento segue impávido e triplicado.

            Os detalhes técnicos da questão pouco interessam aos nossos jovens. Mas a iminência de cerca de oito centenas de estudantes da melhor qualidade conhecerem graves problemas interessa aos mesmos, às suas famílias e a todos os petropolitanos dignos do nome. Penso que o Governador Pezão, a ALERJ, nosso Deputado-Secretário de Habitação Bernardo Rossi, nossos Vereadores do PMDB (em especial o Presidente da Casa), sem esquecer o Senador Romário (presidente da Comissão de Educação do Senado - PSB), vão fazer absoluta questão de resgatar essa questão e encontrar uma solução à altura de nossas preocupações. Não importa, neste primeiro instante, saber quem errou e porque errou. Importa impedir que os jovens fiquem um dia sem aulas de qualidade.

            Já causa certo pasmo que assunto desta relevância não tenha ainda provocado reações maiores. Mas seria de estarrecer se ficasse em compasso de espera; as eleições municipais de 2016 serão profundamente marcadas por este assombroso episódio. Não liguem para meus escritos: entrem em contato com a FAETERJ. Quem sabe o PMDB vê neste aviso o fraterno alerta que se desejou dar, em homenagem a Paulo Rattes?




 

 

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