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  IBGE: Produção industrial cresce 3,2% em agosto, quarta alta seguida

Data: 02/10/2020

 

Indústria nacional

Produção industrial cresce 3,2% em agosto, quarta alta seguida

Editoria: Estatísticas Econômicas  Caio Belandi

 

02/10/2020 09h00 Última Atualização: 02/10/2020 09h00

 

 

O segmento de automóveis segue como forte influência na atividade industrial brasileira
Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN-PR

 

A produção da indústria nacional cresceu pelo quarto mês seguido e registrou alta de 3,2% em agosto, na comparação com julho. Mesmo assim, o setor ainda não recuperou as perdas de 27% de março e abril, quando a indústria atingiu o patamar mais baixo da série, devido à pandemia de Covid-19. No acumulado no ano, a produção recuou 8,6%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE, que também mostra que, no confronto contra agosto de 2019, a indústria caiu 2,7%. Esse é o 10º resultado negativo seguido nessa comparação. Nos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de agosto mostra que a indústria nacional segue em recuperação após o agravamento das medidas para conter a pandemia. “Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias, mas ainda há uma parte a ser recuperada”, analisa.

 

Produção industrial (mês/mês anterior)

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1 Indústria geral Brasilagosto 2019setembro 2019outubro 2019novembro 2019dezembro 2019janeiro 2020fevereiro 2020março 2020abril 2020maio 2020junho 2020julho 2020-20-10010-3020 julho 20208,3 %

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física

Macedo explica que o impacto da necessidade do isolamento social foi de grande dimensão, já que afetou a produção em várias unidades no país, que fecharam ou foram suspensas neste período. O setor industrial está 2,6% abaixo do patamar de fevereiro, período pré-pandemia.

Todas as grandes categorias crescem; automóveis segue com forte influência

A pesquisa mostra que todas as grandes categorias apresentaram avanço em agosto frente a julho. Bens de consumo duráveis apresentou o maior crescimento: 18,5%. Também é o quarto mês seguido de expansão na produção, com acumulado de 524,2% nesse período. O segmento, entretanto, ainda se encontra 3% abaixo do patamar de fevereiro.

Bens de capital (2,4%), Bens intermediários (2,3%) e Bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) também cresceram em agosto, mas abaixo da média da indústria. Todos também aumentaram pelo quarto mês consecutivo e acumularam, nesse período, ganhos de 76,4%, 25,2% e 25,0%, respectivamente.

Entre os ramos pesquisados, 16 dos 26 apresentaram aumento. A atividade mais influente foi Veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 19,2%. Nos últimos quatro meses, o setor acumula expansão de 901,6%, mas ainda se encontra 22,4% abaixo do patamar de fevereiro.

"A produção dos automóveis impacta não só dentro da categoria de Bens de consumo duráveis, mas no setor industrial como um todo, porque influi na confecção de autopeças, caminhões e carros em geral”, afirma Macedo.

Também tiveram influência no resultado da indústria, na passagem de julho para agosto, os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço de 3,9% e de Indústrias extrativas, que cresceu 2,6%. Outras atividades que ajudaram no desempenho geral foram produtos de borracha e de material plástico (5,8%), couro, artigos para viagem e calçados (14,9%), Produtos de minerais não-metálicos (4,9%), produtos alimentícios (1,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,5%), metalurgia (3,2%), produtos têxteis (9,1%) e produtos de metal (3,1%), que repetiram o desempenho positivo de julho.

Por outro lado, entre os dez ramos que apontaram redução na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,7%), Outros produtos químicos (-1,8%) e bebidas (-2,5%) foram os que mais contribuíram para os impactos negativos.

No que diz respeito a média móvel trimestral, houve crescimento de 6,9% no trimestre encerrado em agosto de 2020. Para o trimestre encerrado em julho, o aumento foi de 8,9%, quando interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2019.




 

 

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