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  Moradores pedem solução para cruzamento na Mal. Carmona

Data: 23/01/2009

Um segundo de desatenção, uma preferencial errada, pedestres que atravessam rua sem saber para onde estão indo, pressa e muita confusão. Esse é o panorama descrito por moradores, comerciantes, pedestres e motoristas que passam todos os dias pelas Ruas Marechal Carmona, Porciúncula e Caldas Vianna.

 

Mesmo com a existência da sinalização horizontal que demarca o cruzamento entre as ruas do entorno da Praça Marechal Carmona, as reclamações são contínuas quando o assunto é o desrespeito às leis de trânsito no local. A falta de guardas de trânsito para orientar pedestres e motoristas também é alvo de críticas.

 

Há 11 anos estabelecida no seu salão de beleza situado na sobreloja do Edifício Municipal, a cabeleireira Vera Lúcia da Silva, que já presenciou inúmeras freadas, batidas e alguns atropelamentos da janela do seu comércio, diz que as modificações feitas pioraram muito o fluxo do trânsito nas ruas próximas ao seu estabelecimento.

 

“Até hoje não entendi o que foi feito. Aqui está uma confusão sem fim. Tenho várias clientes idosas que correm o risco de serem atropeladas a qualquer momento para poderem chegar no meu salão. Eu agora desço e acompanho todas elas para que possam atravessar a rua com a minha ajuda. Não vemos nenhum guarda para orientar ninguém para amenizar a complicação que este lugar virou. Aqui está uma bagunça e isso é desrespeito com quem trabalha e mora aqui”, esbravejou.

 

A sinalização no local também foi alvo das reclamações de Nilce Maria Bela, 51 anos, diarista. Ela ressalta que sempre se confunde na hora de atravessar de um ponto ao outro, principalmente em frente ao edifício Municipal.

 

“Sou petropolitana, mas a sensação que tenho é de que não moro mais na minha cidade. Não sei mais para onde olhar na hora de atravessar uma rua. Aqui na Marechal Carona é risco de vida tentar cruzar de um lado para o outro. Gostaria de saber se algo vai ser modificado, pois do jeito que está não funciona. As faixas são confusas, nem os motoristas sabem o que estão fazendo. Espero que algo seja feito o mais rápido possível para que nada de pior aconteça”.

 

Em apenas 20 minutos, aproveitando a vista da janela do salão de beleza da cabeleireira, a reportagem do Diário de Petrópolis flagrou uma série de imprudências no cruzamento. Por muito pouco um caminhão e um carro de passeio não colidiram. Em outro momento, uma moto atravessou entre os carros irregularmente e entre as faixas que demarcam a rua. E na saída da Rua Souza Franco, outra colisão foi evitada por uma freada brusca.

 

Os pedestres também parecem que na fizeram a lição de casa e abusam da sorte e da falta de atenção. Um casal atravessou a rua no meio dos carros e fora da faixa de pedestres. Outras pessoas também fizeram a travessia entre as ruas sem respeitar a faixa e transitaram entre os carros sem se preocupar em serem atropelados. “Isso é constante. Todos os dias o mesmo filme se repete”, desabafou a cabeleireira.

 

Vicente Gomes Carneiro Filho, de 68 anos e dono de uma banca de jornal na esquina da Marechal Carmona com a Caldas Vianna, também confirma o tumulto no trânsito do local. “Realmente aqui ficou muito perigoso. Para os idosos e crianças que saem dos colégios próximos é muito pior. Tudo está muito confuso, eu fiquei sem entender porque mudaram tanto o trânsito aqui. Sei que o número de carros aumentou, mas isso não justifica a falta de planejamento. Não tem sinal, não tem guarda. Aqui estamos sujeitos ao bom senso dos motoristas e isso não é seguro. Vamos ver se mudam alguma coisa agora”, disse ele esperançoso.

 

 

Fonte: Diário de Petrópolis – 17 de janeiro de 2009.

Autor: Leandro Rabelais




 

 

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