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  Verba de mobilidade é transferida

Data: 31/08/2014

 

 

Verba de mobilidade é transferida

De janeiro a julho deste ano foi transferida uma verba no valor de R$ 2.812.530,11 que seria aplicada em projetos que visam melhorar a mobilidade urbana. No mesmo período, houve um acréscimo de R$ 1.869.856,86. 

 

De janeiro a julho deste ano foi transferida uma verba no valor de R$ 2.812.530,11 que seria aplicada em projetos que visam melhorar a mobilidade urbana. No mesmo período, houve um acréscimo de R$ 1.869.856,86. A diferença entre o que foi acrescido e a transferência é de R$ 942.673,25. As informações foram publicadas no Diário Oficial do município.

 

Entre janeiro e fevereiro foram realizados dois acréscimos para o setor, o primeiro no valor de R$ 1.029.070,63 e, o segundo, de R$ 840.777,23. Já a maior quantia entre os cancelamentos realizados foi de R$ 720 mil, feito em 30 de abril de 2014. Só no mês de maio, foram realizadas quatro transferências, que juntas, somam R$ 539.072,86.

 

A situaçãé preocupante. Segundo José Paulo Martins, representante da sociedade civil no Grupo de Trabalho de Mobilidade, esse remanejamento de verba, que épermitido por lei, interfere no investimento que deve ser aplicado no Plano de Mobilidade Local, prevsito para ser entregue até abril de 2015, ao Governo Federal.A mobilidade urbana (ou a falta dela) impacta diretamente na vida da cidade. Não há setor que fique fora dessa questão e um dos mais prejudicados é a economia da cidade, destacou.

 

Ele lembrou que o GT Mobilidade,  criado em junho deste ano, é um grupo dentro do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran), para acompanhar a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, tendo em vista objetivos específicos, como organizar e coordenar as audiências públicas para democratizar o debate com a população e elaborar um Termo de Referência para nortear a elaboração do diagnóstico, além de definir todas as pesquisas e levantamentos de campo necessários. As reuniões do GT Mobilidade acontecem toda sexta-feira, às 10h, na sede da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans).

 

Paulo ressaltou que não adianta ter o melhor plano se não houver a conscientização da população como um todo. Todos precisam fazer a sua parte, para o plano acontecer, e isso, muitas vezes representa até mudança de hábitos e culturas. Se cada um continuar olhando apenas o seu próprio interesse sem se preocupar com o coletivo, nada irá mudar, disse.

 

Além disso, ele ressaltou que para ter um bom plano é preciso que seja contratada uma empresa para realizar pesquisas, a fim de que, seja criado um diagnóstico sobre a situação atual. Para isso, é preciso que haja investimento. Se não forem realizadas essas ações o plano não ficará pronto dentro do prazo, afirmou ele, acrescentando que o valor estimado para a realização desses levantamentos é de R$ 2.000.000,00.

 

Entre as pesquisas necessárias, ele citou os inventários físicos, de sistema viário, controle do tráfego, estacionamentos e equipamentos associados ao transporte, além de pesquisas de comportamento na circulação, de origem/destino e de carga urbana. Alé, de levantamentos de trajetos,

 

O grande número de veículos na cidade é um dos agravantes com relação a mobilidade. Em junho deste ano 138.809 veículos foram  licenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito. O número é superior ao que tinha sido divulgado pelo órgão no mês de maio, que era de  138.305. Ou seja, com base nesses dados é possível pressupor que, em um mês, a cidade passou a contar com mais 504 carros. Do total de veículos licenciados a maioria representa carros (93.967) e motos (20.472).

 

Aline Rickly




 

 

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