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  Itamarati. Sesmaria, fazenda e o berço urbano de Petrópolis

Data: 27/01/2010

Itamarati. Sesmaria, fazenda e o berço urbano de Petrópolis

 

 

            Tudo começou com a sesmaria concedida pelo governador Aires Saldanha de Albuquerque ao sargento-mor Bernardo Soares de Proença em 11 de novembro de 1721.A concessão tinha como objetivo o sargento atrair um povoamento para o local e logo de início ele assentou sua fazendo, batizando-a de “Tamarati” (rocha brilhante em tupi/guarani).

            Bernardo Proença, então responsável pela abertura do Caminho Novo das Minas Gerais, começou a hospedar parentes e amigos, induzindo-os a obter terras no local, sabedor das vantagens para plantações e futuros cultivos. Com isto, o número de proprietários foi se expandindo e a região se desenvolvendo ao longo dos anos.

            A facilidade de captação de água, já que a localidade é até hoje banhada pelo ria Itamarati, cada vez mais atraía o colonizador europeu para o lugar. Depois disso, D. Pedro II obteve a posse da antiga fazendo e incorporou-a à Imperial Fazenda de Petrópolis com o nome de Itamarati. Em 11 de novembro de 1885 a localidade já era um novo quarteirão da cidade.

            O bairro Itamarati é considerado o berço urbano de Petrópolis, pois foi o primeiro lugar que atraiu grande número de habitantes. Seu patrimônio maior foi a Fábrica de Papel, ao pé da Alcobacinha, que em 1908 foi vendida e tinha a chaminé mais alta do município. Hoje o local é explorado por confecções e o bairro mantém um comércio extenso para atender os seus mais de dez mil habitantes. Pequenas indústrias também fazem parte da comunidade

 

Pesquisa: Ailson Souza (Sala Petrópolis do Centro de Cultura)

Colaborou: Farlen Macieira Costa

 

 

Fonte: Diário de Petrópolis, 24 de janeiro de 2010.




 

 

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