Petrópolis, 14 de Outubro de 2019.
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  Comtur aprova resgate turístico dos quarteirões históricos do Plano Koeler

Data: 29/09/2019

 

Comtur aprova resgate turístico dos quarteirões históricos do Plano Koeler

Por proposta de um grupo de integrantes, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) aprovou projeto que prevê transformar o Plano Koeler, de 1846, e sua revisão por Otto Reimarus, em 1854, em mais uma ferramenta turística de Petrópolis. O projeto prevê a instalação de sinalização turística, indicando os quarteirões - que ganharam, quase todos, nomes de cidades ou regiões da Alemanha e a distribuição de material informativo sobre eles. O projeto foi levado à análise do prefeito Bernardo Rossi.

 

Projeto turístico de resgate dos quarteirões

JANAINA DO CARMO - Redação Tribuna de Petrópolis

 
Nem todo petropolitano sabe, mas Petrópolis, originalmente, não é formada por bairros e sim por quarteirões imperiais. São 29 no total que delimitam a cidade - somente no primeiro distrito - conforme o plano urbanístico do Major Frederico Koeler, de 1846, e revisado pelo engenheiro Otto Reimarus em 1854. Com o passar dos anos, os nomes complicados dos quarteirões foram sendo deixados de lado e os petropolitanos foram denominando as localidades por conta própria. Recentemente um grupo de conselheiros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) resolveu resgatar os quarteirões e elaborou um projeto de sinalização turística para eles.
O documento foi apresentado e aprovado pelo Conselho de Turismo durante reunião realizada no mês passado. O projeto vai agora ser apreciado pelo prefeito Bernardo Rossi, que pode ou não aprovar. A assessoria de imprensa da Prefeitura não informou se há um prazo para a análise do documento pelo prefeito.
“O projeto é turístico e tem a finalidade de resgatar a nossa história. Mostrar ao turista e também ao petropolitano como foi pensada a nossa cidade e como nos orgulhamos disso”, ressaltou uma das idealizadoras do projeto, a conselheira do Comtur e diretora do Clube 29 de Junho, Juliana Hannickel. “A sinalização será feita primeiro na Vila Imperial que pega boa parte do Centro Histórico. Nove quarteirões fazem divisa com a Vila Imperial, a ideia é sinalizálos. Colocar totens e placas informando que ali começa um quarteirão. Nessas placas também será contada a história de cada um deles”, explicou a conselheira. Juliana ressalta que o projeto tem como objetivo demarcar os limites geográficos dos quarteirões valorizando seus aspectos históricos, culturais e turísticos. As nove localidades contempladas no projeto são Nassau, Westfália, Francês, Mineiro, Princesa Imperial, Suíço, Palatinato Inferior, Vila Teresa e Renânia Inferior.
A conselheira acredita que devido à importância turística e histórica do projeto é possível conseguir parcerias com a iniciativa privada para a implantação da sinalização. “O custo não é alto e uma parceria com a Prefeitura arcaria com as despesas. É o resgate da nossa história”, frisou a conselheira.
 
Os quarteirões imperiais de Petrópolis
 
Por determinação do engenheiro Major Júlio Frederico Koeler cada quarteirão imperial recebeu o nome de acordo com as origens dos colonos germânicos que ali se instalaram. Dos que vieram da Aldeia do Bingen, por exemplo, uns foram para o quarteirão do mesmo nome. Já aqueles que vieram das margens do Rio Mosel, uns foram para o Quarteirão Mosela.
Apesar do tempo ter levado os nomes dos quarteirões imperiais ao esquecimento dos petropolitanos, alguns ainda se mantém vivos como na época do império. São eles: Bingen, Castelânea, Siméria e o Ingelheim. Os outros: Renânia Central (Rua Coronel Veiga), Renânia Inferior (Washington Luiz), Palatinato Superior (Gal Marciano Magalhães - Morin), Palatino Inferior (Dr. Sá Earp - Rua Visconde de Souza Franco), Westfália (Avenida Barão do Rio Branco), Nassau (Piabanha), Vila Imperial (Centro) e Vila Teresa (Rua Teresa e Alto da Serra) não são mais usados.
“Os nomes originais dos quarteirões imperiais estão nas escrituras de contrato de aforamento perpétuo da Companhia Imobiliária Petropolitana. Também são encontrados no Registro de Imóveis e no Cadastro da Prefeitura de Petrópolis em alguns carnês do IPTU”, comentou a conselheira do Comtur e diretora do Clube 29 de Junho, Juliana Hannickel.
Em 1854, pela planta do engenheiro Otto Reimarus, foram designados e incluídos mais 10 quarteirões: Brasileiro, Darmstadt (Rua Dr. Paulo Hervê - Capela), Francês (Avenida Ipiranga), Inglês (Taquara), Presidência (Vila Militar - Valparaíso), Princesa Imperial (Quissamã), Renânia Superior (General Rondon), Suíço (Floresta - Caxambu), Woerstadt (Duarte da Silveira) e Worms (Quitandinha).
Após a planta de Reimarus, surgiram outros quarteirões e uma vila: Grão Pará (Estrada da Saudade), Ipiranga (após o reservatório de água do Quarteirão Mosela), Italiano (parte do Alto Independência), Itamarati e Mineiro, Leopoldina (após o Quarteirão Darmstadt), Medina Sidônia (após o Quarteirão Ipiranga), Português (acima do Caxambu) e Vila Isabel (acima do Chácara das Rosas no Vale do Esquilos).
Pela superintendência da Imperial Fazenda de Petrópolis, foram estabelecidos oficialmente 29 quarteirões e três vilas.
 


Fotos:
DADOS MUNICIPAIS


 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE
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