Petrópolis, 22 de Novembro de 2019.
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  Quem está pondo fogo na Amazônia?

Data: 29/08/2019

 

Quem está pondo fogo na Amazônia?

Randolpho Gomes - Advogado


Florestas queimam-se, por causas naturais, ou pela ação do ser humano, descuidada ou criminosa. Esses fenômenos existem há séculos no Brasil, talvez há milênios em outras partes da Terra. Em nossa época, quem não se lembra dos terríveis incêndios em Portugal e na Califórnia? Em nossa Amazônia, de extensão maior que muitos países, tempestades seguidas por descargas elétricas podem espalhar pequenos focos por toda parte. O combate é difícil, devido à dificuldade de acesso e aos fortes ventos que contribuem para a difusão do fogo.

Não há dúvida que é responsabilidade primária dos governos o combate, que é lento pela extensão territorial e pela carência de recursos. Não se pode, porém, afirmar que o causador dos incêndios é o governo, como fez, recentemente um periódico francês, denominando de “incendiário” o Presidente da República.

A chamada crise internacional pelos incêndios florestais no Brasil é fabricada, artificial, incentivada por grupos internos e por subalternos interesses de outros países. É falsa a ideia de que a demissão do presidente do INPE seja o motor dos incêndios; pode sim, ter dado causa a ataques subalternos e criminosos de agentes opositores do governo ou descontentes com o corte de verbas das ONGs. Podem estes ter acendido pequenos focos, sorrateiros, mas puníveis se corretamente investigados, e apagados com pronta ação governamental, o que nunca deixou de haver.

E qual o interesse estrangeiro nessa fabricada crise? É sabido que o subsolo amazônico é rico em metais preciosos e estratégicos, dos quais muitos só se encontram no Brasil, como o nióbio. A ação das ONGs estrangeiras tem sido mais de pesquisa da existência dessas riquezas do que de proteção da floresta. São financiadas pelos governos de seus países e até pelas pequenas verbas do chamado Fundo Amazônico, do qual fazem parte a Alemanha, a França e a Noruega, dentre outros países. A Noruega, por exemplo, tem atividade mineradora na região, onde não prima pelos cuidados necessários ao meio ambiente, como recentemente se comprovou pela descoberta de um duto clandestino, oriundo de suas instalações, que despejava rejeitos nas águas dos rios circunvizinhantes.

Alemanha, França e até os Estados Unidos, estes em passado recente, sempre cobiçaram nossas riquezas minerais. Toda a gritaria ora armada tem por objetivo constranger e coagir o Governo brasileiro a ceder a seus interesses exploratórios. Se o governo não os atende, passa ele a ser a causa dos incêndios, como se está vendo. Querem, como objetivo final e recôndito, a internacionalização da Amazônia, para lá poderem instalar suas indústrias predatórias, ferindo nossa soberania. Não estão preocupados com o fogo em si, mas com a posse da terra cobiçada e dos minerais contidos em seu rico subsolo.

Macron, por exemplo, com foco nas próximas eleições francesas, precisa se aproximar de correntes à esquerda em seu país e contar, também, com os votos dos agricultores gauleses, supostamente ameaçados pelos produtos agrícolas brasileiros, que lá chegam em condições favoráveis na concorrência. Daí, atacar o Governo brasileiro e propor o cancelamento do acordo feito recentemente com o Mercosul.

Para essas correntes, desestabilizar o Governo brasileiro é etapa fundamental para obtenção de seus verdadeiros desígnios.

Não passarão!.




 

 

Área do Município: 791.144 km² (2018)
População estimada (2019): 306.191 habitantes (97,4% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2010): 371,85 habitantes/km²
PIB (2016): R$ 12.690.967.000,00 (R$ 42.564,57 per capta)
IDH Mun. (2010): 0,745 (13º/92 no RJ) - Mort. Infantil: 10,97 óbitos/mil nasc. (2017)
Fonte: IBGE
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