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  Philippe Guédon: SITUAÇÃO FINANCEIRA DE PETRÓPOLIS ERA ANUNCIADA

Data: 12/12/2016

 

Philippe Guédon: SITUAÇÃO FINANCEIRA DE PETRÓPOLIS ERA ANUNCIADA

Por Rogério Tosta – Tribuna de Petrópolis

 

 

A atual situação financeira e política de Petrópolis, na avaliação de Philippe Guédon, é grave e vai ficar pior, pois até o momento o governo que sai e o que vai entrar estão apenas discutindo no campo político, sem citar em nenhum momento as políticas públicas. Para ele, a situação financeira é grave, mas “já havia sido anunciada no início do segundo mandato da ex-presidente Dilma e o colapso do estado também era conhecido em função dos dados do regime próprio de previdência. Ambos, prefeito atual e o eleito, já conheciam essa situação”.

Citando vários pontos e temas, Guédon frisou que a crise existente no país está diretamente relacionada ao monopólio criado pelos partidos, que indicam os candidatos e depois tentam ou interferem na administração pública. “Infelizmente, Bernardo Rossi vai sofrer com isso, pois representa um partido que vai querer de alguma forma impor a ele determinadas posições que não atendem ao interesse da população”.

Para Guédon, na situação atual, o futuro governo deverá optar em, ou promover a participação popular em seu governo, cumprindo assim o que determina o Estatuto das Cidades e outras legislações, ou se fechando numa política partidária. “É importante ressaltar que nenhum candidato ao poder executivo apresenta programa de governo, mas sim uma proposta, pois é isso que determina a lei 12.034/2009. Dizer que é programa é errado, porque ninguém cumpre”, comentou.

Com relação à transição de governo, Philippe Guédon disse que o diálogo é importante, mas se não é possível, basta que ambos – quem entra e quem sai – cumpram o que determina a Lei Orgânica Municipal (LOM) em seu artigo 79 e o Estatuto das Cidades.  “O que estamos vendo é um divórcio da máquina pública com o povo, basta ver que o legislativo municipal tem se mostrado ineficiente e, da maneira como está, não se faz necessário”.

Para Guédon, o fim do governo Rubens Bomtempo é “melancólico”. Na sua avaliação, ele criou uma expectativa, mas não a cumpriu e isso acabou desiludindo a população, mesmo reconhecendo que em algumas áreas, como o Hospital Alcides Carneiro (HAC), apesar de apresentar problemas, houve um grande avanço se comparado com hospitais de outros municípios. Ao falar sobre isso, Guédon lembrou o último mandato do prefeito Paulo Rattes, que viveu um dos melhores momentos ao problema na primeira metade de governo com a participação popular, mas que terminou da pior maneira possível.

 

Mesmo torcendo par que Bernardo Rossi faça o melhor, Philippe Guédon frisa que o futuro governo vai começar na mesma situação em que o governo Bomtempo termina. “Ele terá diversas limitações criadas pela crise econômica, por dificuldades administrativas e vai pegar uma prefeitura desarrumada e sem planejamento, o que é ruim, pois sem planejar não é possível realizar uma administração séria para dar solução a uma máquina administrativa inchada”.




 

 

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