Petrópolis, 15 de Outubro de 2021.
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  TREM: 2 novas Reuniões sobre Resolução 4.131/2013 - Rio e BH

Data: 18/03/2014
Prezadas/os
 
Reclamar (as vezes) adianta, mas a solução depende muito da nossa participação/divulgação... 
 
Ao final, os avisos de mais duas Reuniões Participativas que a ANTT vai promover no Rio e em BH para colher sugestões quanto ao uso futuro de 4.000 km  "linhas antieconômicas"  (pô, isso é temporário)  da FCA, que devem ser erradicadas no Estado do Rio e em Minas Gerais por falta de manifestações de interesse de uso das comunidades próximas e potenciais interessados em oprrar trens de carga e passageiros.
 
Para exemplificar o que certamente vai acontecer após a erradicação dessas linhas, a matéria abaixo revela o grande problema que estamos vivenciando para trazer de volta o trem Rio-Petrópolis. Acontece que os 6 km do antigo leito ferroviário na Serra da Estrela, entre Petrópolis e Magé, foi estupidamente erradicado em 1964 e com isso permitiu que houvessem centenas de ocupações irregulares ao longo do leito. 
 
Hoje, esse é o nosso maior impecílho para trazer o trem de volta e sabemos que políticos detestam remover esse tipo de ocupação, que na verdade poderia levar os moradores para uma situação muito melhor, pois poderiam viver em conjuntos habitacionais com toda infraestrutura de equipamentos públicos, longe de áreas de risco e, o mais importante, com a escritura do imóvel, que seria construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida. 
 
Mas, as "otoridades dus guvernos" não querem mexer nesse vespeiro e assim vão empurando o problema com suas gordas barrigas nababescas, fruto da prosperidade que seus cargos "pulíticos" lhes conferem...
 
Resumindo a ópera bufa: erradicar trilhos é de uma imbecilidade sem precedentes, pois permitirá que o leito ferroviário fique livre de obstáculos e seja transitável  por automóveis, caminhões de mudança, da Casa Bahia, do Gás, da Coca-Cola e outros. O leito livre vai estimular as ocupações e a degradação ambiental, por falta de infraestrutura e fiscalização. E, como já aconteceu diversas vezes, a conta sempre recai sobre os "inocentes"  e num futuro bem próximo.
 
DESABAFO: mantenho correspondência eletrônica com quase dois mil ferrofãs e somente uma única boa alma tomou conhecimento desses avisos da ANTT e me enviou uma cópia. Pergunto: será que os demais 1999 ferrofãs - sobretudo a Mídia especializada - não sabiam disso? E quem sabiam, porque não compartilharm a informação? Por essas e outras penso que a nossa causa quixotesca não obtém sucesso nas suas empreitadas - salvo raras excessões onde o ESPÍRITO DE  UNIÃO está presente - e assim, os "inimigos do trem" e outros, agradecem penhoradamente a nossa omissão.
 
Oremos, pois! E muito!!!
 
Coluna Diário nos Bairos  de 16/03/2014 - Diário de Petrópolis


Rua Lopes Trovão. O despertar de leitores sobre obras anormais

  

 Até a antiga estação ferroviária do Meio da Serra tem ocupação irregular e está descaracterizada.

 

Despertado por leitores sobre as construções irregulares, desmatamento e obras em áreas de risco, o Diário nos Bairros divulga hoje opiniões e notícias dentro dos três temas da Comunidade Lopes Trovão. Localidade que teve registrada em sua história, tragédias em 1966 e 1988 com grande número de desabamentos e vítimas fatais, ela hoje continua sendo ameaçada com a perda da mata, invasões e consequentemente possíveis abalos com as chuvas.


Em mensagem, o leitor Antonio Pastori citou que as invasões na Serra Velha da Estrela entre Lopes Trovão e Meio da Serra, datam de 1981. Principal nome da revitalização da Estrada de Ferro, ele tem detalhes sobre as construções que invadiram o leito da antiga linha férrea desativada em 1964 e danos causados pelo homem na Mata Atlântica.

Moradores locais emitiram opiniões ao Diário nos Bairros durante a semana criticando obras que em número acentuado continuam sendo executadas. Segundo eles, construções além de atingirem a rica vegetação notada na panorâmica vista do Alto da Serra com derrubada de árvores, não têm fiscalização do poder público.


Na sexta-feira mais leitores se manifestaram a respeito do problema que vem sendo denunciado há anos. Mais uma queixa foi registrada sobre a aceleração das construções nas margens da extinta linha do trem, no início dos anos 1990, quando a própria prefeitura autorizou a construção de dezenas de casas.

  

Criticas e pedidos de atenção baseados em notícias da semana.

 

Para o aposentado ferroviário Salvador Colangelo o grande número de construções é o fator principal que impede a volta da Estrada de Ferro.

- São muitas as obras que foram feitas, inclusive em trechos chegando praticamente invadir o antigo leito da via férrea. A situação se agrava cada vez mais – lamentou.


Apesar de morar na Rua Dom João Braga, no Alto da Serra, ele lembra que acompanha há tempos a situação na mata da Lopes Trovão. Colangelo faz parte de um grupo de ferroviários aposentados que se reúnem periodicamente para recordar a ferrovia.

- É o que nos resta agora, pois trem não vai voltar mesmo – cita.


Morador local, Jaime Maurício, de apenas 18 anos também acusa as obras. Leitor do Diário nos Bairros, recordou na sexta-feira as notícias que foram divulgadas durante a semana. E aprovou:

- Todos os segmentos da sociedade têm que “bater nesta tecla” o tempo todo para impedir que as obras continuem na mata da Serra Velha da Estrela. As notícias foram muito bem veiculadas. Espero que tenham surtido efeito junto às autoridades porque as irregularidades precisam ter um fim.


A opinião de Jaime Maurício foi dada na tarde de quinta-feira no bairro. Ele faz parte de um grupo de ecologistas do vizinho município de Magé.

   

Moradores acham que sequência vai acabar com a área verde

 

 

Placa indicando área verde que morador opina que vai acabar na Serra Velha

 

Conforme o Diário nos Bairros divulgou na quinta-feira o aposentado ferroviário Juvenal Carvalho Souza opinou que se as autoridades não se dedicarem ao objetivo de acabar com as construções irregulares na mata da Serra Velha da Estrela, em poucos anos o verde vai acabar. Como Juvenal, outro morador da Comunidade Lopes Trovão, do Alto da Serra, Luiz Vicente, também se manifestou sobre o mesmo tema.

Os dois opinaram na manhã de quarta-feira no bairro, ao lembrarem as constantes notícias sobre obras na Serra.


- Há mais de 30 anos que isto vem acontecendo e ninguém faz nada. As autoridades estão cansadas de saber das obras que estão sendo executadas na mata que é um espaço não só do meio ambiente, mas da cultura – afirmou Juvenal. – Digo isto porque faz parte da história do Brasil quando no século XIX Corte Imperial passava pelo meio dela – acusou Juvenal.


Luiz Vicente lembrou que até o próprio governo contribuiu com as construções na Serra Velha da Estrela:

- A situação aumentou no início dos anos 1990 quando a própria prefeitura demarcou lotes no Tombo da Serra. Dezenas de famílias ocuparam o local e hoje se vê gente construindo até no meio da mata. Um absurdo.


Juvenal e Luiz compõem um sem número de denunciantes sobre invasões na mata da Serra Velha da Estrela. Todos clamam por ações de secretarias de meio ambiente e até da Defesa Civil, pois de acordo com reclamantes existem obras executadas em áreas de risco. O número maior de residências em espaços irregulares fica entre a Lopes Trovão e Meio da Serra.

  

Diretor de associação também lamenta situação na Serra Velha 

 

Outro que se manifestou com respeito das notícias foi diretor Relações Públicas Antonio Pastori, da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – AFPF – referindo-se sobre a situação de invasões e construções irregulares na Serra Velha da Estrela. Pastori lembrou que as irregularidades acontecem desde o ano 1981.


Ele citou que a Companhia do Desenvolvimento de Petrópolis – COMDEP – há anos chegou a colocar uma placa confirmando o espaço como de reflorestamento, plantio que até hoje não aconteceu. O diretor da AFPF enviou a todos os seus contatos a notícia sobre obras irregulares divulgada na quarta-feira no Diário nos Bairros.


- Desde 1981 que a gente acompanha os problemas que o homem causa na Serra Velha da Estrela – escreveu na mensagem enviada.


Outro leitor que se manifestou a respeito foi Antonio Samuel Costa, morador da Comunidade do Açude, localizada entre a Lopes Trovão e Meio da Serra. Por e-mail lembrou que já existiram comissões que atuaram junto às autoridades do município com objetivo de tentar evitar as ocupações. Na mensagem ele escreveu que tudo foi em vão e que infelizmente “as obras irregulares continuam”.

 

 

Quedas de barreiras na Lopes Trovão aconteceram em 1966 e 1988. Conforme as denúncias de moradores locais sobre desmatamentos e construções irregulares existem o temor que as irregularidades venham causar novas tragédias com chuvas fortes, pois são muitas casas construídas em encostas.

 

SERRA VELHA

 

 

 Panorama da Rua Lopes Trovão na Serra Velha da Estrela. Também de acordo com moradores locais que denunciam constantemente os desmatamentos, se as irregularidades continuarem a tendência é o verde acabar em breve na comunidade com o grande número de obras executadas.

 

Reunião participativa nº 004/2014: Rio de Janeiro

Data: 24 de Março de 2014

Horário: das 14 às 18 horas

Local: Hotel Novo Mundo

Praia do Flamengo, 20 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22210-030

Capacidade: 180 lugares


Reunião participativa nº 005/2014: Belo Horizonte

Data: 26 de Março de 2014

Horário: das 14 às 18 horas

Local: Hotel Promenade BH Platinum

Av. Olegário Maciel, 1748 - Lourdes, Belo Horizonte - MG

Capacidade: 200 lugares

 


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