Petrópolis, 15 de Outubro de 2021.
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  Informátivo AFPF

Data: 05/12/2013

200 anos do Visconde. Viva Mauá! 

 
Mauá tinha por divisa Labor Improbus Omnia 
 
Vincit (o trabalho persistente a tudo vence), e 
 
com ela criou um império no Brasil. Esse Gaú-
 
cho nasceu em 28/12/1813 em Arroyo Grande, 
 
RS, e trazia o DNA da grandeza, tornando-se 
 
um dos seis maiores vultos brasileiros, segundo 
 
o Livro Six Great Men of Brazil, da americana 
 
Vera Kelsey (1942). Mauá acreditava no enor-
me potencial de desenvolvimento que as ferro-
vias trariam para o mundo. Depois de inaugurar 
 
em 1854 a primeira ferrovia do País, a E. F. 
 
Mauá (Guia de Pacobaíba-Raiz da Serra de 
 
Petrópolis), o Visconde seguiu empreendendo
 
ferrovias em Pernambuco, Bahia, São Paulo e 
 
também pelo mundo afora, na França, Bélgica, 
 
Itália, Espanha, Japão, Etiópia e Tailândia.
 
Debate sobre Resolução 4.131/2013 na SEAERJ 
 
 
 
Dia 03/12, cerca de trinta interessados estiveram pre-
sentes na SEAERJ – Sociedade dos Engenheiros e 
 
Arquitetos do ERJ, para debater sobre as Ameaças e 
 
Oportunidades decorrentes da Res. 4.131/ANTT, 
 
que autoriza a Ferrovia Centro-Atlântica, FCA, a 
 
devolver 742 km de trechos antieconômicos e mais 
 
3.247 km de trechos economicamente viáveis, que 
 
serão erradicados para dar lugar a novos traçados 
 
conforme o PIL–Programa Investimentos em Logís-
tica, lançado em ago/2013 pelo Gov. Federal. 
 
 
 
O mapa abaixo mostra os trechos da FCA na Região 
 
de influência do Estado do Rio. Em verde, os antie-
conômicos; em azul, os economicamente viáveis que 
 
serão desativados; em amarelo permanecem ativos. 
 
Baroneza, a primeira loco a trafegar no Brasil 
 
Os Balanços Consolidados das suas inúmeras 
 
empresas superavam, em 1867, o Orçamento 
 
de custeio de todo Império brasileiro. Patrono 
 
dos Transportes, do Comércio e da Marinha 
 
Mercante, Mauá foi um Homem além do seu 
 
tempo, sempre pensando no melhor para o 
 
Brasil, como assim deixa claro no livro Exposi-
 
ção aos Credores, de 1878, onde explica com 
 
uma clareza impressionantemente convincente, 
 
as razões que o levaram a bancar, de forma 
 
pioneira, ousados empreendimentos em um 
 
Brasil de mentalidade agraria-escravocata, 
 
sendo ferrenhamente contra. Mauá enumera os 
 
inúmeros ardis, destratos, sabotagens e, sobre-
tudo, as traições que o levaram a bancarrota. 
 
Pagou a todos e afastou-se da vida pública. 
 
Faleceu em 21/10/1889, em Petrópolis/RJ. 
 
Sua ferrovia pioneira espera até hoje para ser 
 
reativada e, com a divisa Labor Improbus 
 
Omnia Vincit a AFPF acredita que um dia 
 
conseguiremos. Oremos, pois! 
 
 
 
As principais questões levantadas foram: a) A Agê-
 
ncia teria respaldo legal para autorizar tudo isso? 
 
b) Como chegaram ao valor de R$ 780 milhões 
 
referentes à indenização que a FCA deverá pagar, 
 
sob a forma de novos investimentos ferroviários, 
 
 
 
pela devolução dos trechos antiecononômicos, mui-
tos dos quais abandonados e sem trilhos (roubados 
 
há anos), estações e oficinas destruídas, etc.? c) Por 
 
que os trechos antieconômicos não podem receber 
 
contribuições para aproveitamento futuro (implan-
tação de trens turísticos, passageiros, cargas, VLTs, 
 
etc.) nas tomadas de subsídios (vide aviso na folha 
 
seguinte) da ANTT? d) Por que o limite para recebi-
mento de contribuições encerra-se em 31/01/2014? 
 
e) Qual a lógica do PIL para erradicar trechos histó-
 
ricos economicamente viáveis, e construir novas 
 
linhas, muitas praticamente ao lado das antigas? Se a 
 
reposta for “para aumentar a velocidade de escoa-
mento” o problema vai persistir devido ao engarga-
lamento dos portos. f) Por que erradicar os trilhos 
 
dos trechos, hoje antieconômicos, se estes poderão 
 
vir a ser economicamente viáveis amanhã? 
 
Para saber mais, acesse o antt.gov.br - tomada de 
 
subsídios no
 
019/2013 para obter documentos rela-
tivos à Resolução 4.131/2013, Nota Técnica, formu-
lários, etc.. Para contribuições, envie e-mail para: 
 
ts019_2013@antt.gov.br. Divulgue, participe!



 

 

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