Petrópolis, 15 de Julho de 2020.
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  Lugar de ladrão é na cadeia

Data: 10/05/2014

 

Lugar de ladrão é na cadeia

Ficou muito claro para bons e maus entendedores que a ida ao Congresso da presidente da Petrobrás, Graça Fortes, e do ex-diretor Nestor Cerveró, aumentou as dúvidas sobre a compra da refinaria no Texas. Portanto, mais do nunca, é imprescindível que se faça uma CPI exclusiva para investigar o que está acontecendo na Petrobras. É muita fumaça para que não haja fogo. Aliás, tudo o que a Polícia Federal já descobriu em suas investigações é mais do que suficiente para mandar meio mundo para a cadeia e decretar o impeachment do atual governo.
Por tudo o que já descobriu a PF, se este caso estivesse acontecendo em qualquer país sério, ninguém falaria em CPI, simplesmente se aplicaria a lei e ponto final. Comissão Parlamentar de Inquérito, no Brasil, nunca puniu ninguém e nunca apurou nada. Toda CPI é uma verdadeira palhaçada, mais parecendo um circo do que uma Comissão de Inquérito. Toda esta insustentável situação perdura pela nossa incrível incapacidade de tomar decisões e aplicar a lei. Somos um país sem memória, do deixa para depois e do famigerado jeitinho.
E a ordem de Lula para que a militância petista “vá para cima” é ridícula e inacreditável.  O pedido de lula aos militantes do PT pelo enfrentamento do pedido da oposição de uma CPI exclusiva da Petrobras, nos induz a todos a pensar com que propósito o ex-presidente determinou tal medida e baseado em que fatos ou premissas?
É claro que o PT e seus aliados não querem uma CPI exclusiva para apurar o escândalo da Petrobras porque isso determinaria muito maior eficiência nestas investigações. Uma CPI mista diluiria os malfeitos dos dirigentes petistas na Petrobras, ficando mais fácil acobertá-los com a apresentação dos malfeitos dos tucanos no cartel de trens em São Paulo. É a técnica de desviar a atenção de um escândalo para o outro. É lama para todos os lados como se pode ver. E o que aconteceria se a CPI fosse mista? As investigações não seriam sérias, e se fossem, - o que duvidamos - na medida em que se provasse a participação dos petistas e aliados na operação “Lava Jato”, também se provaria a participação de tucanos de São Paulo e do grupo de Eduardo Campos no mensalão mineiro e no cartel de trens em São Paulo. Todos se igualariam por baixo. E ocorreria o que sempre ocorre no Brasil: ninguém seria punido e todos se esqueceriam dos próprios crimes e dos crimes dos outros.  
Aliás, já constatamos que nenhum político brasileiro se defende das acusações recebidas, mesmo que provadas, pois preferem, ao invés de se defenderem revidar o ataque recebido, atacando o adversário. Não se preocupa em provar ou tentar provar que é inocente, pois isto é impossível, mas, em apontar os malfeitos dos adversários.
Numa briga de rua a melhor defesa pode ser o ataque, ou a defesa, dependendo das circunstâncias; mas, numa briga política no Brasil, como ambos são políticos, ambos têm culpa se aceitarmos o velho ditado de que todo “político é ladrão”. Portanto, ambos são indefensáveis – com raríssimas exceções.
Portanto, ao se sentirem sem possibilidade de defesa, acham que o melhor é atacar. Por isso nenhum político brasileiro se defende de acusações, já que quase sempre são culpados. Prefere sempre atacar. Como faz agora o Lula ao mandar “partir para cima” para defender o que é indefensável.
Os atuais dirigentes do país e da Petrobras não têm como se defender; não têm desculpas, já que nada pode justificar o que fizeram e estão fazendo. São criminosos e precisam ser punidos. Lugar de ladrão é na cadeia.


Ebenézer Anselmo - Da APL e da AELB 




 

 

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