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  Produção industrial cresce 0,4% em Janeiro.2021 e registra nona alta consecutiva

Data: 05/03/2021

 

Indústria nacional

Produção industrial cresce 0,4% em janeiro e registra nona alta consecutiva

Editoria: Estatísticas Econômicas  Cristiane Crelier

 

05/03/2021 09h00 Última Atualização: 05/03/2021 15h29

 
#PraCegoVer A foto mostra o interior de uma indústria, com operários trabalhando
Frente a janeiro de 2020, indústria avançou 2,0% - Foto (*tirada antes da pandemia): Rodrigo Félix Leal/AEN-Paraná

A produção industrial nacional teve crescimento pelo nono mês seguido e avançou 0,4% em janeiro de 2021 frente ao mês anterior. Apesar de ainda se encontrar 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, o setor industrial vem ampliando a distância em relação às perdas registradas no início da pandemia, de março a abril de 2020, que acumularam -27,1%.

O comportamento positivo em janeiro, no entanto, foi menos acentuado do que vinha sendo registrado nos meses anteriores e também menos disseminado entre as atividades. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (5) pelo IBGE.

“Observamos a manutenção do comportamento positivo do setor industrial, mas com desaceleração no seu ritmo no mês de janeiro. Em abril do ano passado, a diferença para o patamar recorde era de -38,8%. Agora estamos mais perto (-12,9%), mas ainda com uma perda de dois dígitos. Porém, também chama atenção neste mês a quantidade de ramos que ficaram no campo negativo, que foram maioria (14 de 26), um comportamento que não foi observado nos meses anteriores dessa sequência de nove meses de crescimento”, avalia o gerente da pesquisa, André Macedo.

 

Produção industrial (mês/mês anterior)

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1 Indústria geral Brasilfevereiro 2020março 2020abril 2020maio 2020junho 2020julho 2020agosto 2020setembro 2020outubro 2020novembro 2020dezembro 2020janeiro 2021-20-10010-3020

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física

Duas das quatro das grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram crescimento na produção. Entre as atividades, a influência positiva mais relevante foi assinalada pela atividade de produtos alimentícios, que avançou 3,1%, eliminando, assim, parte da redução de 11,0% acumulada nos três últimos meses de 2020.

Por outro lado, entre as 14 atividades que apontaram recuo na produção, metalurgia, com queda de 13,9%, apontou o principal impacto negativo em janeiro, interrompendo, dessa forma, seis meses de taxas positivas consecutivas e que acumularam expansão de 59,0% nesse período. O ramo de vestuário e acessórios ficou estável (0,0%).

Já entre as grandes categorias econômicas, os bens de capital assinalaram a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2021 (4,5%), registrando o nono mês seguido de expansão na produção e acumulando nesse período avanço de 148,4%. E o setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (2,0%) também registrou crescimento acima da média da indústria (0,4%), eliminando, assim, o resultado negativo assinalado em dezembro de 2020 (-0,4%).

Por outro lado, os segmentos de bens intermediários (-1,3%) e de bens de consumo duráveis (-0,7%) tiveram taxas negativas no mês. Os bens intermediários, que são aqueles produtos que abastecem a produção final (como, por exemplo, metalurgia e derivados de petróleo), registraram a perda mais acentuada desde abril de 2020, revertendo assim a expansão de 1,4% observada em dezembro. Já os bens de consumo duráveis tiveram a interrupção de oito meses de taxas positivas consecutivas, período em que acumulou avanço de 552,2%.

Indústria cresceu 2,0% em relação a janeiro de 2020

Já em relação a igual mês do ano anterior, o setor industrial avançou 2,0% em janeiro de 2021, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 52 dos 79 grupos e 57,9% dos 805 produtos pesquisados. Vale ressaltar, no entanto, que janeiro de 2021 (20 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22).

Nessa comparação, a categoria de bens de capital (17,0%) teve, em janeiro de 2021, o avanço mais acentuado entre as grandes categorias econômicas. O segmento de bens intermediários (2,3%) também mostrou crescimento acima da média da indústria (2,0%). Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo duráveis (-4,2%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%) registraram as taxas negativas nesse mês entre as grandes categorias econômicas.

Na média móvel trimestral, a indústria cresceu 0,8% no trimestre encerrado em janeiro de 2021 frente ao nível do mês anterior, após também avançar dezembro (1,0%), novembro (1,6%), outubro (2,4%), setembro (4,8%), agosto (7,0%) e julho (9,0%) de 2020, quando interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2019.

 

Indústria regional

Produção industrial cresce em sete dos 15 locais pesquisados em janeiro

Editoria: Estatísticas Econômicas  Carmen Nery

 

10/03/2021 09h00 Última Atualização: 10/03/2021 10h23

 

 

Setor automobilístico de São Paulo puxa alta da indústria - Foto (tirada antes da pandemia): Gilson Abreu/AEN-PR

A produção industrial subiu em sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em janeiro de 2021, frente a dezembro do ano passado. O resultado positivo foi puxado pelo bom desempenho do setor de veículos automotores de São Paulo, principal influência positiva. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada hoje (10) pelo IBGE.

“São Paulo representa aproximadamente 34% da produção industrial brasileira. Em janeiro, a indústria no estado subiu 1,1%, principalmente, pela influência positiva do setor de veículos automotores, garantindo a terceira taxa positiva consecutiva e acumulando, neste período, alta de 3,5%. No índice mensal, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor de veículos também lidera o crescimento de 5,6% da indústria paulista, com destaque para o aumento na produção de caminhão-trator para reboques e semirreboques, seguido pelo setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de elevadores para transporte de pessoas”, explica Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

Pará (4,4%), Pernambuco (3,6%) e Rio de Janeiro (2,9%) tiveram os avanços mais acentuados na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021. Além da maior alta em termos absolutos, o Pará é o terceiro em influência. O estado registrou o segundo mês seguido de crescimento na produção e acumulou, nesse período, ganho de 9,7%, devido à influência positiva do setor de minerais não metálicos e do setor extrativo. Pernambuco, eliminou parte das perdas registradas em dezembro (-3,0%) e novembro de 2020 (-0,6%) e tem a metalurgia como influência positiva.

“No Rio de Janeiro o que se destaca é a influência positiva do setor extrativo, mais especificamente na extração de petróleo. Este é o terceiro resultado positivo com acúmulo de 3,2% para o Rio de Janeiro, que representa a segunda maior influência sobre o índice nacional”, completa Almeida.

 

Produção industrial regional (mês/mês anterior)

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1 Indústria geral Pará 1 Indústria geral Pernambuco 1 Indústria geral Rio de Janeiro 1 Indústria geral São Paulofevereiro 2020março 2020abril 2020maio 2020junho 2020julho 2020agosto 2020setembro 2020outubro 2020novembro 2020dezembro 2020janeiro 2021-20020-4040

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física

As maiores quedas atingem Espírito Santo (-13,4%) e Amazonas (-11,8%), sendo que o Amazonas é a maior influência negativa sobre o índice nacional. Esta é a segunda taxa negativa consecutiva para o estado com uma queda acumulada de 16,3%. Em janeiro, a queda deve-se ao desempenho negativo dos setores de derivados do petróleo e de outros equipamentos de transporte.

Já o Espírito Santo foi afetado pela influência negativa dos setores de metalurgia e extrativo e eliminou o ganho do mês anterior, quando cresceu 7,3%. As demais quedas foram na Bahia (-3,2%), Mato Grosso (-3,2%), Região Nordeste (-2,1%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,5%) e Goiás (-0,5%).

“A produção industrial da Bahia foi afetada pela queda no setor de veículos automotores, com o encerramento das atividades de uma montadora. Enquanto o Mato Grosso sofreu influência negativa do setor de alimentos, bastante relevante na indústria do estado”, diz Almeida.

Em relação a janeiro de 2020, a indústria como um todo cresceu 2% e oito dos 15 locais pesquisados apontam resultados positivos. Alguns resultados são expressivos como Pará (13,3%), Paraná (11,5%) e Santa Catarina (10,1%), que mostraram expansões de dois dígitos.

“Esses crescimentos podem ser explicados por uma base de comparação baixa, pois, desde o final de 2019, a indústria vinha apresentando uma queda no ritmo de produção antes mesmo de a pandemia chegar”, esclarece Almeida.

Bahia (-13,9%), Mato Grosso (-13,9%) e Espírito Santo (-11,5%) apontaram os recuos mais intensos em janeiro de 2021 em relação a janeiro de 2020. Na Bahia, o setor de veículos automotores foi o que mais impactou neste tipo de comparação, devido à queda na produção de automóveis e autopeças. Mato Grosso foi afetado pela queda em produtos alimentícios, produtos de madeira e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. E Espírito Santo devido à queda em atividades de metalurgia, indústrias extrativas e produtos alimentícios.




 

 

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