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  IBGE / PAS: Setor de serviços volta a criar empregos em 2018, após três anos fechando vagas

Data: 27/08/2020

 

Pesquisa Anual de Serviços

Setor de serviços volta a criar empregos em 2018, após três anos fechando vagas

Editoria: Estatísticas Econômicas  Alerrandre Barros  Arte: Jessica Cândido

 

27/08/2020 10h00 Última Atualização: 27/08/2020 11h12

 
  • Resumo

  • Setor de serviços tinha 1,3 milhão de empresas e 12,6 milhões de ocupados em 2018.
  • Após três anos de queda, a ocupação no setor voltou a crescer impulsionada pela alta de 7,7% em atividades imobiliárias.
  • Todos os segmentos ampliaram as contratações, exceto Transportes (-2,2%), puxado pela queda de 4,5% no transporte rodoviário de passageiros.
  • A geração de receita operacional líquida chegou a R$ 1,6 trilhão, com R$ R$ 963,8 bilhões de valor adicionado bruto e pagamento de R$ 353,4 bilhões em salários e outras remunerações.
  • Em dez anos, houve redução na concentração da receita bruta entre as grandes regiões do país, com destaque para o Sudeste (63,3%), que perdeu participação para o Sul (15,7%).

Em 2018, o saldo de vagas criadas no setor de serviços foi de 252,8 mil - Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

O número de pessoas ocupadas no setor de serviços subiu em 2018, após três anos seguidos em queda. Naquele ano, 12,6 milhões de pessoas estavam ocupadas, 252,8 mil a mais do que 2017 (12,3 milhões). Apesar do aumento na criação de vagas, o setor ainda não voltou ao patamar de 2014, quando ocupava 12,9 milhões de trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada hoje (27) pelo IBGE.

Todos os segmentos do setor ampliaram as contratações de pessoal em 2018, exceto Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-2,2%), com destaque para a queda de 4,5% no transporte rodoviário de passageiros. Já nas Atividades imobiliárias a quantidade de pessoas ocupadas cresceu 7,7%.

“Atividades imobiliárias, aliás, foi o único segmento que aumentou o número de contratações de 2014 a 2018. É uma atividade muito forte, com menor sensibilidade às oscilações da economia. Estamos falando de uma atividade ligada à construção civil. As pessoas continuaram comprando, alugando casas”, analisou o analista da pesquisa, Marcelo Miranda.

Essa melhora na geração de empregos reflete em parte a abertura de 17 mil novas empresas no setor de serviços em 2018. Entre as atividades, somente Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-3,5%) e Serviços de manutenção e reparação (-2,0%) fecharam empresas, naquele ano, na comparação com 2017.

Ao todo, 1,3 milhão de empresas atuaram no setor, em 2018, gerando uma receita operacional líquida de R$ 1,6 trilhão, com R$ R$ 963,8 bilhões de valor adicionado bruto. Essas empresas pagaram R$ 353,4 bilhões em salários e outras remunerações a 12,6 milhões de trabalhadores.

A participação do segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio na receita líquida subiu para 30,0%. Serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram com a segunda maior fatia (26,4%), seguido por Serviços de informação e comunicação (22,1%). Já Serviços prestados principalmente às famílias foi o único segmento que perdeu participação na receita (11,5%) em 2018. Outras atividades de serviços ficou com 5,8%.

“Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio ampliou sua participação na receita bruta em 2018, mas fechou empresas e postos de trabalho. Parece um contrassenso, mas isso pode ser explicado por uma melhora na produtividade desse segmento”, analisa Marcelo.

Saldo de postos de trabalho nos Serviços chega a três milhões em dez anos

Em dez anos, de 2009 a 2018, o saldo foi de 455,3 mil empresas no setor de serviços, empregando mais 3,0 milhões de pessoas. No entanto, o salário médio mensal pago pelo setor recuou de 2,5 salários mínimos em 2009 para 2,3 salários mínimos em 2018. Em todas as atividades, os salários sofreram redução ou ficaram inalterados no período.

Maior empregador do setor, Serviços prestados principalmente às famílias manteve o patamar de 1,5 salário mínimo, o menor entre os segmentos pesquisados, enquanto a maior média foi em Serviços de informação e comunicação (4,7 salários mínimos). Entre as atividades, as maiores reduções foram verificadas em Atividades imobiliárias (-1,0 s.m.) e Serviços de informação e comunicação (-0,9 s.m.), puxado pela queda em 2,7 salários mínimos na atividade de Telecomunicações.

A pesquisa também mostra que, em dez anos, houve redução na concentração da receita bruta entre as grandes regiões do país. Embora o Sudeste ainda lidere com 63,3% da receita produzida pelo setor de serviços, a região perdeu 3,3 p.p de participação, enquanto o Sul cresceu 2,6 p.p, chegando a 15,7% da receita. O Centro-Oeste (8,0%) também ganhou participação, enquanto Norte (2,7%) e Nordeste (10,3%) tiveram um leve perda.

“Esse é um movimento bem generalizado entre as regiões. Rio de Janeiro (-2,0 p.p), por exemplo, foi um dos estados que mais perdeu participação na receita bruta. Já São Paulo (2,1 p.p) ganhou dentro da região Sudeste. Isso pode ser explicado pelos incentivos fiscais, que geram uma disputa entre os estados”, conclui Marcelo Miranda.




 

 

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