Petrópolis, 07 de Agosto de 2020.
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  Gabinete de Crise estuda novas medidas para aumentar o isolamento social

Data: 11/05/2020

 

Novas barreiras físicas podem ser implantadas. Controle sanitário pode ganhar mais um ponto na BR-495

Pontos de ônibus da Rua Paulo Barbosa serão deslocados para a Rua do Imperador

 

Durante uma reunião na manhã desta sexta-feira (08.05) o Gabinete de Crise para o combate ao coronavírus, liderado pelo prefeito, esteve reunido para deliberar novas medidas restritivas. O objetivo é aumentar o isolamento social e achatar a curva de casos, que vem aumentando com o desrespeito da população aos decretos publicados pelo governo municipal.

De acordo com o prefeito, a adoção do sistema de lockdown não é a opção para o momento. Mas ele pondera que “se a população continuar desrespeitando e ignorando as normas estabelecidas pelos decretos, e o sistema de saúde se aproximar de um quadro de colapso, fato que não está longe de acontecer, seremos obrigados a tomar medidas mais drásticas para conter a proliferação do vírus na cidade”, aponta.

Outra medida que foi avaliada pelos membros do gabinete é o aumento das barreiras físicas na entrada da cidade, em locais como Mosela e no Catobira, além da instalação de mais um corredor sanitário na entrada da BR-495, que dá acesso ao município de Teresópolis. O prefeito solicitou ao governo estadual o apoio irrestrito da Polícia Militar e Civil para auxiliar as equipes nas barreiras sanitárias.

O prefeito também quer desaglomerar a Rua Paulo Barbosa e solicitou que a área técnica da CPTrans faça modificações dos pontos de ônibus do local. Uma parte dos pontos da empresa Petroita foi deslocado para o lado par da Rua do Imperador. Outras alterações também estão sendo estudadas, para que apenas os ônibus que atendem as linhas 600 e 700 sejam mantidas na via.

Outro tema abordado foi o plano de abertura gradual do comércio. O prefeito disse que “vai chamar todos os segmentos que foram afetados pelas restrições sociais, como comércio em geral, para podermos apresentar o planejamento construído pelo governo municipal com foco na recuperação econômica. Mas toda ação será sempre feita em consonância com os técnicos de saúde, que estão norteando as ações. Não podemos simplesmente abrir tudo sem termos leitos médicos suficientes e o aumento do contágio na cidade”.

O prefeito solicitou a todos os membros do Gabinete de Crise que trabalhem com responsabilidade e criatividade, para que a crise instalada pelo coronavírus seja debelado de forma mais rápida, e conclamou a população a fazer o dever de casa.

 

 

Encontro foi realizado na manhã desta sexta-feira entre o prefeito Bernardo Rossi, secretários de governo e representantes técnicos dos hospitais de Petrópolis

Decidir os novos caminhos da saúde na cidade diante do quadro crítico trazido pela pandemia. Esta foi a pauta da reunião que ocorreu na manhã desta sexta-feira (08/05) na sede da prefeitura com o objetivo de avaliar a manutenção, ou não, de todos os decretos adotados em Petrópolis para deter o avanço da COVID-19 na cidade. Além do prefeito, estiveram presentes os secretários de governo e representantes médicos de todas as unidades de saúde, públicas e privadas do município. O prefeito quis ouvir a opinião dos especialistas na área da saúde para fazer um balanço comparativo sobre os números da doença na cidade desde o início das medidas tomadas pela prefeitura.

Segundo a avaliação dos médicos e diretores dos principais hospitais da cidade, Petrópolis pode seguir o mesmo caminho do colapso na saúde como unidades de municípios vizinhos caso haja um relaxamento nas medidas vigentes. De acordo com o Diretor Executivo do Hospital SMH, Fernando Baena, a retirada dos decretos e reabertura do comércio antecipadamente poderia trazer caos à cidade. “Por favor, não abram. Nossa receita na unidade caiu 50% porque não estamos fazendo cirurgias, mas ainda prefiro sofrer agora a causar uma crise total do sistema de saúde da cidade, inclusive nos hospitais particulares”, afirmou o diretor.

No encontro, marcado pelo apelo médico em relação ao não relaxamento imediato das medidas decretadas na cidade, o crescimento dos números de pacientes infectados numa das principais unidades da cidade chamou a atenção.




 

 

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