Petrópolis, 09 de Julho de 2020.
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  Museu Imperial recebe o V Simpósio de Cartografia

Data: 26/11/2013

O V Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica teve início ontem, no Museu Imperial. O evento reuniu membros da Sociedade Brasileira de Cartografia, estudantes, pesquisadores e petropolitanos.

Mais de 85 pessoas se inscreveram para participar do Simpósio, que acontece até o dia 28. Esta é a terceira vez que o Brasil sedia o evento e a primeira vez em que ele acontece em Petrópolis. O objetivo é debater e apresentar o que existe em termos de ciência e tecnologia no âmbito da cartografia histórica luso-brasileira. O evento acontece alternadamente no Brasil, onde já foi sediado no Rio de Janeiro e em Ouro Preto, e em Portugal, onde já aconteceu em Lisboa e no Porto. 

A sessão de abertura aconteceu às 15h30 e, em seguida, houve uma mesa redonda entre profissionais da área, que discutiram o tema Cartografia Histórica Luso-Brasileira: Estado da Arte e Perspectivas. Logo após, houve a apresentação do Coral de Petrópolis e o coquetel de abertura do evento. 

De acordo com o vice-presidente da Associação Internacional de Cartografia (ICA) e diretor da Sociedade Brasileira de Cartografia (SBC), Paulo Menezes, a 5ª edição do evento não podia deixar de ser em uma cidade histórica. “Agradecemos por poder estar realizando o simpósio no Museu Imperial, um local que é tão importante para a história”, disse. Segundo Paulo, a cartografia histórica consegue trazer o passado para o presente. “Através dela, temos a possibilidade de trabalhar como era o mapeamento antigo e conseguimos resgatar determinadas paisagens em épocas passadas”, destacou. 

Para o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira, o fato do museu estar sediando o evento atende a memória de D. Pedro II, pois vai ao encontro dos interesses dele, que era membro de diversas sociedades relacionadas à geografia. “Ele era muito ligado a todas as ciências, mas principalmente à geografia. D. Pedro II tinha uma determinação própria de conhecer o país, portanto, receber este simpósio é muito positivo porque nos faz retomar essa tradição que ele tinha”, salientou. 

O professor de cartografia e um dos organizadores do evento, Manoel do Couto Fernandes, disse que já no primeiro dia o simpósio atraiu, além dos pesquisadores e estudantes, pessoas de outras áreas e da cidade, o que o surpreendeu de forma positiva. Segundo o professor, durante a semana o evento irá tratar temas como cartografia topográfica, militar, urbana e temática, entre outras.

Dados da Sociedade Brasileira de Cartografia revelam que, atualmente, 400 profissionais da área são credenciados, mas o número é bem mais extenso, já que engloba, além dos engenheiros cartográficos, alguns geógrafos, historiadores, geólogos e arquitetos.  De acordo com Manoel, o simpósio dá continuidade a uma série de eventos que vêm congregando investidores, docentes e estudantes empenhados no conhecimento, estudo e divulgação de cartografia histórica. 

O evento continua hoje, a partir das 8h30, com a sessão oral, que vai abordar os temas cartografia temática e representações territoriais, que irá acontecer durante toda a manhã. Após o intervalo para o almoço, que acontece de 12h às 14h, haverá outra sessão oral, com início às 14h. Desta vez, os assuntos que serão tratados são cartografia, arquivos e coleções cartográficas. Para encerrar, será discutido o tema Cartografia histórica: ensino e difusão. 

Organizado pela Sociedade Brasileira de Cartografia, em parceria com a Associação Internacional de Cartografia (ICA), o evento tem o apoio do Museu Imperial, da Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, do Petrópolis Convention & Visitors Bureau e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). 




 

 

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