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  Fiação mal colocada impede acesso de grandes caminhões ao Bairro Castrioto

Data: 04/02/2009

A má colocação da rede da concessionária Ampla e a necessidade da entrada de caminhões de grande porte no Bairro Castrioto estão causando transtornos para moradores do local. Com freqüência, a fiação que leva energia para as residências é arrancada e prejuízos são inevitáveis. No último dia 21 de janeiro, o problema tornou a se repetir e, além de algumas casas, dois estabelecimentos comerciais ficaram às escuras.

 

As carretas, algumas de até 14 metros de comprimento, sobem a rua para fazer entregas ao comércio, como mercados e fábricas de móveis. Antoane Hang Correa, dono de um desses estabelecimentos, garante que, a partir da próxima segunda-feira, pelo menos uma parte desses veículos que fazem entrega em seu mercado deixará de entrar na comunidade.

 

“Entendemos que o bairro não tem capacidade de receber caminhões de grande porte e, pelo menos de nossa parte, providências já foram tomadas. Adquirimos um galpão no Duarte da Silveira e, a partir de segunda-feira, veículos acima de seis toneladas irão direto para lá”, adianta, acrescentando que o estabelecimento tinha autorização da CPTrans para que as carretas de entrega de mercadorias circulassem no local. “O mercado vive, principalmente, dos moradores da região que são nossos clientes”, completou.

 

De acordo com moradores, na semana passada, uma carreta de 14 metros, de quatro eixos, subiu todo o Bairro Castrioto. Ela faria entrega num mercado da região e, ao chegar no fim da rua, sem espaço, insistiu em tentar descer por um lado da rua. “Quando o motorista percebeu que não tinha espaço, deu ré, e ali começou e ali começou o desastre”, contou o comerciante Jorge Luiz de Andrade.

 

Nesse trecho, parte da fiação acabou sendo arrancada e o bar do comerciante Antônio Severino da Silva, de 64 anos, ficou às escuras. “Naquele dia estava acontecendo a abertura do Campeonato Paulista, o que atrai muitos clientes. Acabei sendo impedido de trabalhar, e esta não é a primeira vez que isso acontece”, contou Antônio.

 

Outro que também teve prejuízos foi Carlos Alberto Alves Pereira, de 57 anos. Segundo ele, só nas vendas seu prejuízo gira em torno de R$ 300. “Além disso, tive que comprar 25 metros de fios, ou seja, mais R$ 52 de prejuízo”, diz, lembrando que o Castrioto é um bairro Comercial e a circulação de veículos de grande porte acaba atrapalhando a comunidade.

 

Para os moradores, existem apenas duas soluções para o problema. “Ou a Ampla suspende os fios ou a CPTrans impede a entrada de carretas na comunidade”, concluiu Jorge Luiz.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis – 30 de janeiro de 2009.




 

 

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