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  GNV ainda continua sendo o combustível preferido dos taxistas em Petrópolis

Data: 16/01/2009

No final de 2004, o município recebia o fornecimento do gás natural por intermédio da Companhia Estadual de Gás (CEG). O preço do Gás Natural Veicular (GNV), naquela época, era 60% mais barato que a gasolina. Hoje o metro cúbico do combustível não sai por menos de R$ 1,69. Ao total, de acordo com a CEG, oito postos de gasolina oferecem o GNV em Petrópolis.

 

Os levantamentos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) feitos em dezembro do ano passado mostram ainda que o preço do GNV teve um aumento de aproximadamente 30,4%, muito superior ao da gasolina, que foi de 2% e do álcool, que chegou a 10,5% no mesmo período.

 

Mas para o taxista José Cleber de Medeiros, apesar do aumento, ainda compensa usar o GNV. "Faço muitas viagens para o Rio, em média umas seis, e mesmo com todo o aumento do combustível, ainda vale usar o GNV em troca da gasolina. A minha economia colocada na ponta do lápis é satisfatória e com o GNV circulo muito mais sem a necessidade de abastecer", afirmou.

 

Questionado se trocaria o GNV pela gasolina, foi taxativo. "Não. Eu me arrependo é de não ter convertido o meu carro para o GNV antes", ressaltou. A única preocupação do profissional são os sucessivos aumentos do gás. "O que me preocupa são os reajustes. Se ficar mais caro do que está, vou repensar os meus custos e posso até trocar o gás pela gasolina, mas por enquanto não penso nisso", disse.

 

Hoje existem no mercado kits de conversão para o GNV que custam até R$ 1 mil. O sistema é bem simples e comporta 7,5 m³, com capacidade de autonomia de pelo menos 100 km para um carro 1.6. Mas o mercado de GNV está otimista para 2009. Apesar da queda no ano passado nas vendas dos kits de conversão anotadas pelas empresas especializadas neste serviço, a Firjan promoveu um estudo que demonstra uma queda no preço final do gás veicular já no próximo mês. Este estudo considerou a revisão trimestral de valores do GNV feita pela Petrobrás para as distribuidoras. A expectativa é que a queda seja de 1,6% nas bombas.

 

O uso do gás natural em veículos automotivos foi iniciado na década de 30, na Itália. Mais de 60 países fazem uso do combustível. A Argentina, com uma frota de 1,5 milhão de automóveis, lidera o ranking global de GNV, seguida pelo Brasil, com 1,4 milhões de veículos que utilizam o combustível. Na Argentina, o valor pago pelo gás natural apresenta uma diferença de cerca de 42,4% do valor da gasolina e do diesel. No Brasil, este valor fica em torno de 38,7%.

 

No mesmo caminho vem o Paquistão, com 1,3 milhão de veículos em mais de 80 cidades, o que lhe confere o terceiro lugar no ranking global. Em março, já existiam cerca de 1.350 postos de abastecimento no país e outros 1.000 estão em construção. Entre os incentivos oferecidos pelo governo estão diferença de quase 50% entre o preço do gás natural e da gasolina, além de isenção de impostos e taxas na importação e vendas de equipamentos de gás natural.

 

 

Fonte: Diário de Petrópolis – 16 de janeiro de 2009.

Autor: Leandro Rabelais




 

 

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