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  Universitários buscam soluções para o trânsito

Data: 16/12/2008

Professor da Escola de Arquitetura e urbanismo da Universidade Santa Úrsula, o urbanista Orlindo Pozzato está aproveitando as aulas práticas dos alunos para estudar problemas da cidade. Suas quatro turmas já estiveram em Petrópolis inúmeras vezes e trabalharam sobre os problemas que incomodam os petropolitanos, como cruzamentos e falta de estacionamentos rotativos.

 

Através das visitas, as turmas já conseguiram preparar 33 projetos, e a maioria, se empregados na cidade, pode resolver problemas crônicos do trãnsito como o que acontece na Praça Pasteur, entrada do Carangola e, principalmente, Duas Pontes. No local, diversas medidas já foram tomadas pelos órgãos municipais, mas nenhuma delas rendeu bons resultados.

 

De acordo com o trabalho dos alunos da Santa Úrsula, a instalação de uma rotatória no local resolveria a questão. Para isso, no entanto, os estudantes chegaram à conclusão que é necessária a duplicação da pista, a qual compreenderia apenas o trecho entre a saída da Rua Dr. Paulo Lobo de Moraes e Valparaíso. “A nova pista seria contruída sobre o rio e, com a rótula, os carros não ficariam parados no cruzamento e, consequentemente, o engarrafamento seria extinto”, disse o professor, explicando o projeto de seus alunos.

 

Estacionamentos subterrâneos renderiam 1,5 mil vagas

 

Para a falta de estacionamentos rotativos, os alunos da Santa Úrsula projetaram garagens subterrâneas em quatro pontos do Centro Histórico. “Isso tudo sem descaracterizar a cidade. Foi um estudo de aproximadamente um ano, e o mais importante é que estas construções teriam a capacidade de abrigar uma média de 1,5 mil vagas”, contou o urbanista.

 

Um dos estacionamentos, projetado entre as Praça Visconde de Mauá e Irmãos D’Ângelo, teria a capacidade de abrigar quase 250 veículos. Os outros, de acordo com o estudo dos universitários, poderiam ser construídos entre as ruas Aureliano Coutinho e Marechal Deodoro, Barão do Amazonas e em toda a extensão da Rua Paulo Barbosa até a Rua Dr. Porciúncula.Todos os pontos, inclusive a possibilidade de alagamentos, foram verificados durante a confecção dos projetos. “O que compreende a região da Praça Visconde de Mauá, por exemplo, já está quase pronto”, salienta.

 

A construção de uma rua passando nos fundos do Hospital Santa Teresa, ligando a Rua Bingen ao Canto do Cemitério, já no Valparaíso, evitando o passeio pela Paulino Afonso, Montecaseros, Roberto Silveira e Praça da Liberdade, também serviu como tema de estudo para os alunos.

 

“Seria uma rua pequena, de aproximadamente 300 metros, mas que serviria para agilizar a vida dos motoristas e ainda iria contribuir para acabar com os congestionamentos registrados naquela região”, disse, completando que a Rua Teresa não foi esquecida e, lá, a solução estaria na Rua Prefeito Ari Barbosa. A construção de uma rua até a antiga linha férrea resolveria a fluidez no trânsito.

 

Agora, o próximo passo dos universitários é projetar o transporte de massa. Preliminarmente já verificariam excessos de pontos de ônibus ao longo da Rua Coronel Veiga.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis – 14 de dezembro de 2008.




 

 

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