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  Petrópolis pode voltar a ser a Cidade das Hortênsias

Data: 27/11/2008
 

Nas décadas de 50 e 60, as hortênsias eram a marca registrada de Petrópolis, e aos poucos esse título acabou se perdendo, mas se dermatologista Laert Rodrigues Goulart o município voltará a ser conhecido novamente como Cidade das Hortênsias. Há 15 anos, ele começou a plantar a flor por sugestão de um caseiro e, como o resultado foi surpreendente, acabou expandindo a plantação. Hoje tem a maior florada de hortênsias da Região Sudeste, com 15 mil metros quadrados de rara beleza.

 As mais variadas cores, como a azulada, branca e rosada, que variam de acordo com a acidez ou alcalinidade do solo, constituem um espetáculo nesse período de auge da florada, que se iniciou em 18 de novembro e acontece até o dia 26 de dezembro. O espaço recebeu o nome de Sítio Casabuono, com 670 mil metros quadrados, na localidade conhecida como Toca do Coelho, no bairro Moinho Preto. “Na antiga casa que morava tinha hortênsia, mas eram poucas. Depois que mudei para cá, vi que tinha um talude (parte inclinada do terreno) e resolvi plantar. Atrás da casa do meu filho tinha muito mato e para expulsar fui aumentando a plantação”, contou Laert.

 É a primeira Reserva de Preservação Permanente Natural Municipal do Estado do Rio de Janeiro (RPPN) e a segunda maior área de Mata Atlântica Nativa da área central de Petrópolis, inclusive estando dentro dos limites da Pedra do Retiro. Além disso, é lá que nasce o Rio Piabanha, que se transforma numa pequena cachoeira, formando um lago natural com barulho suave da água cristalina.

 No berçário das hortênsias, onde são cultivadas 25 mil mudas, a impressão é de uma caminhada encantada cercada de muito verde e do colorido das flores que, em breve, farão parte do grande jardim do Sítio Casalbuono, com a ajuda do Sr. Geraldo, que há anos ajuda na plantação e revela alguns macetes. “Ela precisa ficar na sombra e receber água todos os dias, a não ser que chova, aí não precisa molhar”, contou.

 A paisagem é impressionante e encanta a quem tem a oportunidade de apreciar essa maravilha de lugar que faz o tempo parar com tamanha tranqüilidade. Nesse espetáculo de beleza, que inclui também o habitat de animais silvestres como paca, jacu e inhambu, Laert pensa em montar um esquema de visitação, para que possa receber um número maior de pessoas para apreciar o local. Ele está pleiteando a isenção do IPTU, já que o sítio se tornou uma RPPN, para poder investir nesse projeto.

 Com a expectativa de que Petrópolis volte a ser a Cidade das Hortênsias, a partir do projeto Plantando o Futuro, a Prefeitura chegou a plantar a flor em alguns pontos da cidade. Aproximadamente 2 mil mudas saíram do sítio de Laert, que disse continuar interessado no projeto, para que a cidade volte a ter esse título. “A nossa capacidade é de 50 mil a 100 mil mudas, que vou cultivar, porque se o novo prefeito quiser seguir com o projeto tenho condições de ajudar. Elas florescem o ano inteiro, mas atingem o seu apogeu de setembro até fevereiro. No período de junho/julho elas perdem as flores, e na primavera as flores já começam a ficar brilhantes”, explicou.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis – 23 de novembro de 2008.

Autora: Denise Pereira




 

 

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