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  Plano de Mobilidade Urbana ainda é um mistério para os petropolitanos

Data: 19/08/2010

Plano de Mobilidade Urbana ainda é um mistério para os petropolitanos

 

 

            A destinação de R$ 800 mil para a elaboração de um plano de mobilidade urbana, publicada no Diário Oficial do dia 30 de abril, ainda é um mistério. Membros de entidades preservacionistas questionam a falta de clareza do município e lamentam a destinação de uma verba tão alta para um projeto que nunca foi apresentado à população. Desde 2006, já foram gastos cerca de R$ 400 mil com planos de mobilidade que nunca saíram do papel. Entre eles podemos citar dois: um realizado pela empresa TheoPratic obras e serviços de engenharia Ltda e o outro coordenado por uma instituição da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia).

            O assunto gera tanta polêmica que na última terça-feira o Comitê Gestor do Portal Dadosmunicipais realizou uma reunião extraordinária sobre a questão. “Existem diversos estudos sobre o trânsito e transporte que vêm sendo realizados na cidade há muito anos. Esses planos muitas vezes geram custo aos cofres públicos e são esquecidos. Ninguém ouve falar e nunca é posto em prática. É um desperdício de trabalho e dinheiro”, comentou Philipe Guedon, membro do comitê. O encontro reuniu 26 pessoas entre técnicos, engenheiros de trânsito e ex-diretores da Companhia Petropolitana de Trânsito (CPTrans).

            O resgate de estudos já feitos sobre a mobilidade no centro urbano foi o objetivo da reunião. Guedon explica que todos os planos que já foram elaborados serão analisados e servirão de base para a criação de um novo projeto. Os planos elaborados pelo Coppe, pela Theopratic e pelo próprio Guedon quando foi diretor da CPTrans serão usados pelo grupo. De acordo com Guedon, todos esses planos juntos somam mais de 15 volumes. Ele ressaltou o empenho da Theopratic em divulgar a pesquisa realizada em 2007. Uma cópia do plano desenvolvido pela empresa será doada à Biblioteca Municipal Gabriela Mistral e ficará à disposição da população. “Qualquer pessoa vai poder ter acesso a este estudo. Quem quiser obter informações sobre o trânsito na cidade vai ter uma fonte gratuita”, ressaltou.

            Durante o encontro, também foi apresentado parte do relatório do Coppe. O estudo foi feito em 2006 e durou cerca de 1,5 ano. São cinco volumes, além da versão informatizada. Para Guedon, é um trabalho que não deve ser esquecido e muita coisa pode ser usada nos dias atuais. O documento conta com um levantamento sobre o número de imóveis tombados no Centro Histórico e os estacionamentos e refere-se também à taxa de motorização da cidade, que hoje é de cerca de 115 mil veículos leves, sendo que há 15 anos era de 47 mil. Entre as várias conclusões do relatório do Coppe está a criação de um anel em volta do Centro Histórico e um corredor associado à União e Indústria, apontando ainda a falta de infra-estrutura na Posse (o que toma novo vulto com a implantação do Distrito Industrial).

            Outro ponto abordado na reunião foi a situação do tráfego de veículos pesados na Rua Monsenhor Bacelar. A ação impetrada pelo Ministério Público estipulou um prazo para que o município diminua a quantidade de veículos que passam pela via. A data limite é nove de setembro. De acordo com Guedon, ainda não foi apresentado nenhum plano viário para o local. “Ainda não aconteceram audiências públicas e nenhum projeto foi apresentado ao Conselho Municipal de Trânsito nem aos moradores. Faltam 23 dias para o fim do prazo e infelizmente não vimos nenhuma mobilização da CPTrans”, comentou Guedon.

 

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 18 de Agosto de 2010.




 

 

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