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  Sobra criatividade. Falta infraestrutura

Data: 09/06/2010

Sobra criatividade. Falta infraestrutura

 

 

 

            Com mais de 1,2 mil lojas e considerada o espelho da economia do município, a Rua Teresa atrai gente de toda parte do país. Mas não é só a beleza das vitrines que os visitantes encontram quando passeiam pelo local. Calçadas esburacadas, gritos de propagandistas, vendedores ambulantes, barracas não padronizadas e mais uma série de problemas relacionados à falta de uma infraestrutura adequada, principalmente, em relação a estacionamentos, dividem o espaço.
            O último fim de semana, quando o trânsito da cidade parou num gigantesco engarrafamento, serviu como prova do problema. Providências estão sendo esperadas pelos lojistas e, inclusive, pelos petropolitanos, que também foram castigados com a situação. De acordo com Jorge Machado, diretor financeiro da Associação dos Empresários e Amigos da Rua Teresa (Arte) , com frequência a entidade tem pedido às autoridades para ordenar o local, inclusive disponibilizando pessoal preparado para atuar no trânsito da rua. “Embora o sábado tenha sido um dia atípico – prazeroso mas difícil –, tinham que estar preparados”, disse.
           Jorge acrescenta que uma das únicas opções é a transformação da antiga fábrica D. Isabel num estacionamento. “O que, aliás, foi uma promessa de campanha do atual governo. Por enquanto, apenas um pequeno espaço está sendo utilizado com esta finalidade”. Para o diretor da Arte, o problema dos congestionamentos também é agravado porque pelo local passa um corredor viário que dá acesso, principalmente, aos bairros do Alto da Serra. Além disso, aos sábados, o número de acessos à Rua Teresa diminuiu porque a Rua Souza Franco fica fechada até às 18h, por conta da realização da feira livre. “Dessa forma, a maioria dos veículos entra pela Rua General Osório, pois não conhece o acesso pelo Alto da Serra”, afirma Jorge Machado, frisando que a retirada das barracas, já que a maioria ainda ocupa uma vaga, poderia render mais aproximadamente 50 áreas para estacionamento.
           O propagandista Carlos Roberto Teixeira, de 39 anos, faz coro às declarações do diretor da Arte e complementa: “O estacionamento de carros e ônibus deveria ser levado para a antiga D. Isabel, que ainda tem espaço suficiente para abrigar lojas e, talvez, até padronizar todas essas barracas lá dentro. Os veículos entrariam pela Rua Teresa e sairiam pela Dr. Sá Earp. Boa parte dos transtornos seria evitada”.
Mas, além da falta de estacionamentos, vendedoras que passam a maior parte do dia dentro das lojas garantem que em segundo lugar na série de problemas está a falta de banheiros públicos para atender os visitantes. A vendedora Cristina da Silva conta que são constantes as reclamações relativas à falta de sanitários ao longo da rua. “Morremos de vergonha e, muitas vezes, ficamos sem conseguir dar uma explicação”, conta a vendedora.
            Os únicos banheiros disponíveis ficam dentro de galerias, onde são cobradas taxas de manutenção. Os valores ficam entre R$ 0,50 e R$ 0,70, o que nem sempre agrada os consumidores. Este é o caso da carioca Maria Helena Gonçalves. “Comprei em duas lojas da galeria e, mesmo assim, tive que pagar até para ir ao banheiro. Não é a primeira vez que subo a serra para fazer compras e em todas me irritei com esta situação”, reclama. Vale lembrar que a disponibilização de banheiros não é obrigatório nas galerias.
           As calçadas, em diferentes trechos, estão danificadas e tampas de bueiro e pequenos buracos se transformam em pequenas armadilhas. O problema, entretanto, tem início no fim da Rua Marechal Deodoro, se estende pela Aureliano Coutinho e ultrapassa as últimas lojas do shopping a céu aberto. Neste assunto, a vendedora Cristina da Silva lembra que existe um projeto de revitalização da Rua Teresa, mas diz que teme a obra. “A rua pode se transformar num caos e os clientes desaparecerem, mas isso não impede que providenciem esses pequenos reparos”, complementa. Basta uma rápida caminhada pelo local para observar a beleza das lojas se fundir com as mais diversas situações. No caso das barracas, a maioria mantém o tom azul, mas não são padronizadas. Existem estruturas das mais diferentes cores e vão desde as verdes, brancas e amarelas até as vermelhas e as listradas, que podem ser tanto de gêneros alimentícios aos mais diferentes tipos de artigos, como bonés e óculos escuros.
           Enquanto isso, sem o menor pudor, propagandistas chegam a parar na frente dos consumidores para mostrar, principalmente, as “camisas de marca”, que, na realidade, não passam de peças pirateadas. Ontem de manhã, até calçados das mais diferentes marcas estavam sendo exibidos. Estes ficam posicionados na frente de galerias e usam o grito para atrair os clientes. Há alguns anos, o trabalho era feito apenas por homens, mas atualmente até as mulheres estão fazendo o serviço. E os anúncios não são apenas para as roupas. Restaurantes e estacionamentos também já utilizam a prática.
Os problemas, entretanto, não param por aí. Com frequência, latões de lixo são esquecidos na frente das lojas. Em frente à Vila Manoel Corrêa, por exemplo, ontem havia cinco deles na entrada da servidão e ao lado do comércio.

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 09 de junho de 2010.




 

 

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