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  Escolas municipais reabrem as portas amanhã

Data: 07/06/2010

Escolas municipais reabrem as portas amanhã

 

 

            Mais de 3.190 profissionais municipais de Educação retornarão às atividades normais amanhã, depois da greve de professores, que durou 21 dias. Do total de 48 mil alunos da rede pública de ensino de Petrópolis, cerca de 40 mil ficaram sem aulas durante todo esse período. Apenas 40 das 184 escolas e creches funcionaram normalmente durante a paralisação.
            Professores, funcionários e alunos voltarão às atividades, mas ainda não foi estabelecida a forma de compensação das aulas não dadas por causa da greve. O mais provável é que uma parte das férias de julho seja utilizada com esse fim.
            Na Saúde, em torno de 50% dos 2,5 mil servidores fizeram uma semana de greve, comprometendo o funcionamento das 63 unidades da cidade, entre postos, centros e ambulatórios. Na próxima quarta-feira, os manifestantes farão vigília na frente da sede da prefeitura, a partir das 13h, horário em que iniciará a reunião entre representantes do governo e do Comando Unificado dos Servidores Municipais, para iniciar as negociações. Às 18h, ocorrerá assembléia da Educação na Praça Visconde de Mauá, em frente à Câmara dos Vereadores. No mesmo horário, acontecerá também o encontro dos servidores da Saúde, na Praça da Liberdade. Ambos irão analisar a contraproposta e discutir se a paralisação será mantida.
             A greve começou no dia 13 de maio. Em passeata, os funcionários da Educação exibiram à população a realidade profissional vivida pela categoria. Professores, agentes de apoio à educação infantil, merendeiras e zeladores exibiram os seus contracheques, expondo o salário defasado, já que muitos deles recebem menos de um salário mínimo por mês. A reivindicação desde a primeira manifestação continua sendo o pedido de negociação com o governo em torno da pauta apresentada pelos servidores: 20% de reajuste salarial, incorporação dos abonos, Plano de Cargos, Carreiras e Salários e melhores condições de trabalho, nesta ordem de importância.
            No primeiro dia de protestos, a prefeitura se negou a apresentar contraproposta. Com o trunfo da greve nas mãos, a categoria votou em assembléia pela greve por tempo indeterminado, até que fosse aberta a negociação. A partir daí, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) tomou a representatividade dos grevistas que repudiaram o Sindicato dos Servidores Públicos de Petrópolis (Sisep), então representante oficial dos servidores municipais, mas que não demonstrou apoio ao movimento.
             No dia 17 do mesmo mês, a juíza da 4ª Vara Cível, Christianne Ferrari, negou o pedido de ilegalidade da greve pedido em ação movida pelo município. Com a apresentação da mesma pauta de reivindicações, no dia 18, os profissionais das secretarias de Saúde, Trabalho, Assistência Social e Cidadania, Obras, Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) e Guarda Municipal aderiram ao movimento e declararam o estado de greve, formando o Comando Unificado dos Servidores Municipais, com um membro de cada área. Já dia 20 de maio, mais de 3 mil manifestantes se instalaram na frente da sede da prefeitura. Os secretários de Fazenda, Hélio Volgari; de Administração, Leônidas Sampaio; de Segurança, Hélio Moura; além dos presidentes da Comdep, Anderson Juliano, e do Impas, Claudinei Portugal, se reuniram por três horas com o Comando e propuseram um calendário de encontros para discutir cada uma das quatro solicitações. A proposta não foi aceita. O desembargador Luiz Felipe Haddad atendeu ao pedido da prefeitura, que questionava a representatividade legal do Sepe junto aos servidores da Educação, no dia 24 maio. No dia 26 os funcionários da Saúde também anunciaram a paralisação. Um dia depois, o jurista reconheceu a legalidade da greve e convocou uma audiência especial de conciliação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entre o Sepe, o Sisep e o governo municipal. Na reunião, foi acordada a suspensão do movimento de greve por um prazo de 20 dias para negociação, aceita pelos servidores da Educação e Saúde na última quarta-feira.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 07 de junho de 2010.

 




 

 

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