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  10 mil pessoas moram em área de risco

Data: 12/04/2010

10 mil pessoas moram em área de risco

 

 

            As chuvas que atingiram todo o Estado esta semana e que deixaram um rastro de tragédia chamam atenção para a necessidade de medidas imediatas em relação à ocupação desordenada de encostas. Em municípios como Petrópolis, onde o número de construções se multiplicaram assustadoramente nos últimos 30 anos, a atenção deve ser redobrada pelas autoridades. Um estudo feito pela Prefeitura e divulgado no fim do ano passado pelo coordenador do Comitê de Ações Emergenciais Luiz Eduardo Peixoto, apontou que existem 102 pontos críticos no município e que cerca de 10 mil pessoas vivem em áreas de risco na cidade. O estudo apontou também que a maior parte dessas construções irregulares está no primeiro distrito, em regiões como Independência, Quitandinha, Serra Velha da Estrela, Alto da Serra, Caxambu e Bingen, por exemplo.       Diante deste quadro, a Prefeitura vem adotando uma posição de combate ao crescimento desordenado com ações firmes por parte do coordenador do Comitê e secretário Municipal de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Peixoto. O secretário avaliou esta semana que as ações que vêm sendo realizadas pela Prefeitura evitaram que a tragédia que atingiu o estado se estendesse a Petrópolis, como já aconteceu em outras ocasiões.
“Em algumas áreas de risco foram feitas intervenções. Para amenizar esse problema temos feito também ações preventivas para estancar a ocupação desordenada. Desde o início deste governo conseguimos coibir mais de 118 invasões. Além disso, tivemos pelo menos 130 casas que estavam em áreas de risco e foram desocupadas e derrubadas. Não conseguimos acabar com as ocupações, mas estamos conseguindo conter e reduzir um pouco este processo”, afirma Peixoto, lembrando que no trabalho de combate às invasões um dado que chamou a atenção foi a quantidade de casos em que as pessoas eram de fora da cidade. “Observamos que em 86% desses casos as pessoas eram moradoras de outras cidades. Estamos coibindo fortemente invasões e encaminhando processo para o Ministério Público, porque agora a Prefeitura encara invasão como crime. O MP é que vai decidir. Tomamos essa decisão porque estamos sempre esbarrando em pessoas que vêm de outras cidades, onde têm casa e vêm para cá morar em área de risco para participar do aluguel social”, denunciou Peixoto.
O secretário lembra que diante da tragédia que se abateu sobre o Estado nos últimos dias, Petrópolis, diferente do que aconteceu em outras épocas, registrou apenas uma morte. “Essas ações estão dando um resultado positivo, vamos intensificá-las, pois conter as invasões é um trabalho preventivo que está sendo importante para preservar a vida das pessoas. As ações preventivas que vêm sendo realizadas desde 2009 pelas secretarias de Obras, Meio Ambiente, Comdep e Grupamento de Proteção Ambiental GPA/GM possibilitaram que mesmo com a forte chuva desses dias tivéssemos apenas um óbito, mesmo com os 254 deslizamentos que atingiram total ou parcialmente as casas em diversas localidades, como Quitandinha, Independência, Bairro Castrioto, Caxambu, Cascatinha, Bairro Mauá, entre outras”, disse. Além do combate às ocupações, a prefeitura vem promovendo ações preventivas como a dragagem dos rios, para evitar e minimizar alagamento em diversas vias, a retirada de lixo das encostas, o corte de bananeiras e instrução dos moradores a instalarem calhas. Além disso, 370 pessoas entre agentes e líderes comunitários de locais em risco fizeram curso da Defesa Civil para saber como agir durante períodos de chuva forte e saberem identificar o momento de abandonar a residência.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 11 de abril de 2010.




 

 

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