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  Atraso do Inea impede o uso do aterro sanitário

Data: 31/08/2015

 

 

Atraso do Inea impede o uso do aterro sanitário

Tribuna de Petrópolis, 31/08/2015

 

O prefeito Rubens Bomtempo cobrou do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) um posicionamento em relação ao funcionamento do aterro controlado de Pedro do Rio. O espaço não recebe o lixo domiciliar há 30 dias, desde o término do prazo da licença ambiental concedida pelo instituto em 2014. A Prefeitura já pediu a prorrogação da licença por mais um ano, tempo que Bomtempo espera ser suficiente para que o aterro sanitário de Três Rios, que receberá o lixo domiciliar de Petrópolis e mais cinco municípios, fique pronto. Sem a licença, todo o lixo domiciliar produzido em Petrópolis está sendo levado para Nova Iguaçu. O transporte é feito pela própria empresa responsável pela coleta, a Locar, e provocou uma despesa de mais de R$ 300 mil em apenas um mês. “Precisamos de um posicionamento do Inea. Encontramos o aterro funcionando sem licença e com inúmeras irregularidades. Trabalhamos muito. Investimos mais de R$ 3 milhões em adequações e conseguimos a licença. O problema é que, agora, a licença expirou. Se o aterro de Três Rios já estivesse pronto, conforme foi pactuado há mais de cinco anos no Consórcio Serrana II, hoje teríamos garantida a destinação correta dos resíduos com despesas infinitamente menores”, lembrou o prefeito, fazendo referência ao Consórcio Público para Manejo de Resíduos Sólidos da Região Serrana II, que envolve as cidades de Petrópolis, Três Rios, Areal, Comendador Levy Gasparian, Paraíba do Sul e Sapucaia. “Estamos de mãos atadas. Esperamos conseguir a renovação ou, ao menos, que o Inea nos garanta o ressarcimento das despesas para levar esse lixo para outro município”, acrescentou Bomtempo, durante vistoria no aterro, na última quarta-feira, acompanhado do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), Anderson Cruzick (Kaxuxa), e o representante da empresa Locar, Eduardo Figueiredo, responsável pela coleta de lixo do município. O presidente da Comdep lembrou que, com as melhorias realizadas pela Prefeitura no aterro, o acondicionamento do lixo - cerca de 250 toneladas por dia - passou a ser realizado de forma correta, obedecendo às normas ambientais. Entre as ações realizadas estão a reformulação do sistema de drenagem de águas pluviais, a recuperação e monitoramento dos taludes, que receberam cobertura de gramínea e passaram a ser monitorados por inclinômetros, e a queima controlada do biogás por meio de “flare” (evitando que o gás metano seja lançado na atmosfera). Através de uma parceria com a Águas do Imperador, o chorume produzido no local passou a ser levado para uma Estação de Tratamento de Esgoto. Outra medida importante foi a contratação de uma empresa que ficou responsável pela coleta de lixo hospitalar.




 

 

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