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  Transporte alternativo tem vantagem

Data: 18/09/2014

Transporte alternativo tem vantagem

Tribuna dePetrópolis, Quinta, 18 Setembro 2014 10:23

 

 

É impossível falar de mobilidade urbana sem citar a utilização dos meios de transporte alternativos. Geralmente, o destaque é dado para as bicicletas, mas não se deve esquecer os patins, skates e patinetes que também são ótimas opções para percorrer distâncias curtas em terrenos planos. No entanto, estimular esse hábito exige a conscientização não só para que as pessoas adotem essas alternativas, mas também para que os demais usuários da via os compreendam e os respeitem. Ao contrário do que se pensa, triciclos, bicicletas e outras variações também são considerados veículos pelo Código Nacional de Trânsito e têm o direito de circular nas vias, inclusive, com prioridade sobre os automotores.

“Ninguém está dizendo que as pessoas não podem ter carro, mas é necessário que se faça o uso consciente dele. Viajar com a família e percorrer longas distâncias de fato são situações em que se faz necessário o automóvel. Mas não é preciso ir para o trabalho ou comprar pão na padaria utilizando o carro”, argumenta Luciano Moreira, engenheiro de produção e membro do Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa.

A população de alguns países, como a Dinamarca e a Suíça, já percebeu a importância do uso de transporte alternativo. Na Holanda, 27% dos deslocamentos diários são feitos com bicicletas. Entretanto, segundo a Agência Nacional de Transporte Público, apenas 7% dos brasileiros utilizam a bicicleta no dia a dia. Um dos motivos que explicariam este dado seria a carência de ciclovias e estruturas necessárias para esse tipo de veículo. Embora o assunto esteja sendo cada vez mais discutido, durante décadas a maior parte dos investimentos públicos na área de mobilidade foi concentrada para proporcionar infraestrutura para veículos motorizados. Sendo assim, muitas vezes, ciclistas e carros têm que dividir o mesmo espaço, inviabilizando a distância de 1,5m entre o veículo e a bicicleta estipulada por lei, o que torna a prática pouco segura. 

Com a nova Lei de Mobilidade Urbana, municípios precisam elaborar um Plano de Mobilidade, onde o uso da bicicleta deve ser abordado. A LMU acrescenta ainda a atribuição aos órgãos gestores da mobilidade urbana o papel de implantar o sistema cicloviário, o que envolve ciclovias, ciclofaixas, semáforos, estacionamentos, sinalização e bicicletas públicas de uso compartilhado.

As vantagens de trocar o carro pela bicicleta, pelo menos alguns dias da semana, são diversas. Ela não precisa de combustível, o que torna a locomoção muito mais barata. Os gastos também diminuem para o poder público, pois a construção e conservação de vias destinadas a ciclos têm menor custo. Além de desafogar as vias de trânsito, os ciclos ainda reduzem a poluição emitida por veículos motorizados e trazem benefícios para a saúde, já que são uma atividade física. “O uso consciente de novos meios de transporte proporciona ganhos para a população, para a cidade e para o poder público”, argumenta Philippe Guédon, presidente do IPGP.

O Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa está promovendo a Semana da Mobilidade de 15 a 22 de setembro. Iniciativa inédita da sociedade civil organizada, a Semana da Mobilidade prevê a divulgação, principalmente pela internet, de uma série de vídeos que abordam questões como a utilização do transporte coletivo, veículos não motorizados e o uso consciente do transporte individual. A campanha, que precede o Dia Mundial sem Carro (22 de setembro), tem o objetivo de conscientizar a população sobre as alternativas para que a mobilidade urbana seja alcançada e, principalmente,

 

O IPGP é composto por representantes de diversos setores da sociedade civil e pretende atuar no desenvolvimento de uma consciência de gestão participativa da população em todas as áreas de interesse coletivo, como a saúde, assistência social e ordenamento urbano. A primeira campanha foi fundamentada na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Petrópolis, que deve estar concluído até abril de 2015.

 




 

 

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