Petrópolis, 18 de Julho de 2018.
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  Entrega do hospital foi ruim para a cidade

Data: 13/08/2009

Entrega do hospital foi ruim para a cidade

 

 

            O presidente da Associação dos Médicos de Petrópolis, afirma que o contrato estabelecido entre a prefeitura e o Sehac não é bom para Petrópolis e que os diretores da HAC não são de Petrópolis e por isso não têm compromisso com a cidade. Ele disse que nesse período de um ano e três meses houve mudança na diretoria e os diretores que saíram “deveriam vir a público e dizer porque deixaram os cargos”. Mauro Peralta que foi diretor do HAC durante quatro anos, lamentou o fim do serviço de fisioterapia e afirmou que o ambulatório está sucateado. “O Hospital Alcides Carneiro atende menos hoje e tem a mesma estrutura de dez anos atrás”, frisou. Para ele, a Faculdade de Medicina de Petrópolis devia pagar ao município por usar o HAC como Hospital Ensino e não o município ficar investindo mensalmente na unidade. “Ou ela (faculdade) paga à Prefeitura, ou o Sehac passa a receber pelos serviços prestados, dentro da tabela do SUS”.

            O vereador Marcio Vieira Muniz (PSC), que desde 2007, quando o projeto de criação do Sehac passou pela Câmara, se posiciona contra o novo sistema, concorda com as declarações de Mauro Peralta, afirmando que o município precisa interferir de imediato, revisando ou rompendo o contrato. “Da forma como está, eu concordo com o vereador João Tobias, quando afirma que o único hospital público do município é o Doutor Nelson Sá Earp. O HAC da forma como está sendo administrado é particular, mesmo atendendo ao SUS”.

            Ao questionar a criação do Sehac, Marcio Muniz afirma que se o objetivo de ex-prefeito Bomtempo era terceirizar o Hospital Alcides Carneiro, deveria ter promovido uma licitação. “Desta maneira, outras instituições como as universidades Católica e Estácio de Sá, ou mesmo hospitais como Santa Teresa e Casa da Providência, poderiam participar. Por que o hospital foi passado para a Faculdade de Medicina?”, questionou o vereador.

            Ele disse que muitos médicos fazem o mesmo questionamento, lembrando que problema semelhante existe no Hospital DIP, que a FMP diz ser dela. Muniz lembra que o DIP é mantido com dinheiro público. Com relação ao Sehac, pivô das principais críticas e que na opinião do Instituto Civis é um dos grandes problemas do caos no sistema de Saúde do Município, Marcio Muniz frisa que “quando interessa, ele é público, e quando não, ele é privado. O governo precisa tomar uma providência”.

 

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 9 de agosto de 2009.




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE  
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