Petrópolis, 05 de Dezembro de 2019.
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  Maioria dos crimes teve redução este ano em Petrópolis

Data: 26/11/2019

 

Maioria dos crimes teve redução este ano em Petrópolis

Índice de furtos caiu 11,7% entre janeiro e outubro em 2019, na comparação com dez meses de 2018

 

Philippe Fernandes - Diário de Petrópolis

 

A maior parte dos índices de criminalidade caiu entre janeiro e outubro de 2019, na comparação com o ano passado, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). No caso dos furtos, a redução foi de 11,7% no ano: nos dez primeiros meses deste ano, houve 1.576 ocorrências nas duas delegacias policiais da cidade, contra 1.784 do mesmo período do ano passado.

No mês passado, foram 125 registros, 35,2% a menos do que no mesmo período do ano passado, quando houve 193 casos de furto em Petrópolis. Este também foi o menor número de furtos registrado em 2019, seguindo tendência de queda dos últimos dois meses. Em setembro, foram 127 registros; em agosto, 136; em julho, 161; em junho, 159; em maio, 180; em abril, 160; em março, 155; em fevereiro, 172; e em janeiro, o maior índice: 201 ocorrências.

O tipo mais comum de furto é o de aparelhos celulares: foram 196 ao longo deste ano, 23,4% a menos que entre janeiro e outubro de 2018, quando as delegacias da cidade receberam 256 queixas. Em seguida, os furtos a transeuntes, que caíram 12,7% em 2019: nos dez primeiros meses do ano passado, houve 205 casos; e no mesmo período deste ano, 179. Redução ainda mais acentuada aconteceu com os furtos de veículos, da ordem de 40,8%: houve 142 nos dez primeiros meses de 2018, e apenas 84 ao longo deste ano. Houve também menos furtos de bicicletas (8 em 2019, contra 11 em 2018). O único índice que cresceu, e ainda assim de forma tímida, foram os furtos de veículos: 49 neste ano, ante 47 no ano passado.

O mesmo fenômeno aconteceu com os casos de roubo. Entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 284 casos, 9% a menos do que o mesmo período do ano passado, quando houve 312 registros nas delegacias da cidade. Em outubro, houve 18 casos, metade do apurado no mesmo período de 2018, e muito abaixo da média mensal de registros deste ano, que é de 28 casos.

Os dados do ISP mostram que houve queda em cinco dos oito indicadores analisados - sendo que, dos outros três, em apenas um houve crescimento da criminalidade. A maior redução percentual de registros foi com relação aos roubos de aparelho celular. Neste ano, houve apenas 13 registros, 51% a menos que no mesmo período de 2018, quando 27 casos foram levados à polícia. Os casos de assalto a transeuntes também caíram em 9,2%: no ano passado, houve 152 casos; e neste ano, 138. O mesmo ocorreu com roubos a estabelecimentos comerciais (-7), roubos de carga (-2) e roubo de bicicleta (não houve registro neste ano). Houve um "empate" nos roubos a residência (14 neste ano e no ano passado) e roubos de veículos (21). O único crescimento foi dos roubos em coletivo: sete neste ano, contra cinco no ano passado.

Outra informação que chamou a atenção foi a expressiva redução dos homicídios dolosos: entre janeiro e outubro deste ano, houve 17 registros, o que significa 41,3% a menos do que em 2018, quando houve 29 registros.

 

Mais de 100 ameaças por mês

Três índices, no entanto, cresceram. O mais expressivo deles é o índice relativo às ameaças: foram 1.299 situações do tipo levadas às Delegacias Policiais do Retiro e de Itaipava, o que significa um crescimento de 3,9% na comparação com os dez primeiros meses do ano passado, quando houve 1.250 ocorrências. Crescimento também se o recorte for o mês de outubro, na comparação com o ano passado: em 2019, 132 casos; em 2018, 119. 

Os casos de estelionato, como o Diário vem mostrando nos últimos meses, continuam crescendo. Em outubro, foram 46 casos, ante 38 observados em no mesmo mês de 2018. No acumulado do ano, os índices também apontam para um recrudescimento da prática delituosa, na ordem de 6,4%: foram 435 casos levados aos distritos policiais - no ano passado, foram 409. Também quase o dobro de denúncias de extorsão: 34 ao longo do ano, contra 18 do ano passado.




 

 

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