Petrópolis, 05 de Dezembro de 2019.
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  Petrópolis: educação a caminho da inovação

Data: 10/11/2019

 

Petrópolis: educação a caminho da inovação

ROBERTO MÁRCIO - Redação Tribuna


Com um mundo cada vez mais conectado, o processo de mudanças na organização da sociedade seguirá a todo vapor, de acordo com especialistas que preveem, entre várias coisas, a extinção de boa parte dos empregos que conhecemos até 2030. A tecnologia será a responsável por essa transformação e surge a inevitável pergunta local: afinal, estamos preparados para inovar com a mesma rapidez que as novidades aparecem? A resposta é sim.

A importância de se pensar em inovação é uma pauta urgente que precisa ser tratada como uma questão prioritária. Razões para isso sobram, pois neste ano, o Brasil caiu duas posições no Ranking Global de Inovação: o país se encontra hoje na 66º posto, entre 129 países. Esse ranking reflete o nível de cada país e é produzido por um grupo de organizações, dentre as quais, o Boston Consulting Group, uma grande empresa de consultoria, a National Association of Manufacturers e o Manufacturing Institute, instituições ligadas à indústria americana.

Por outro lado, Vivaldo José Breternitz, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, afirmou em recente artigo que a pesquisa que gerou os índices mostrou alguns pontos positivos do Brasil, tais como o tamanho do território e da população e a presença de empresas globais. Vale lembrar que o IDC, um instituto de pesquisas na área de Tecnologia da Informação, acredita que em 2019 os investimentos nessa área no Brasil crescerão 10,5%, contra uma média mundial de 4,9% - esse é um ponto muito positivo. Por isso, a inovação se torna uma questão chave para o estado brasileiro.

“A inovação é o caminho para o progresso. É tudo aquilo que você pode fazer no seu dia a dia: quando acorda, pensa em fazer algo diferente daquilo que é o usual. O mundo moderno necessita disso, já que sem isso o mundo não caminhará para o desenvolvimento”, alerta o especialista em Recursos Humanos, o petropolitano George Paiva, que tem uma visão simplista do tema. “A inovação é simples e ela é criada para facilitar a vida do ser humano. No entanto, precisa de transformação e é para essa direção que ela caminha”, disse George, que vê urgência na necessidade de mais investimentos na área para o Brasil enfrentar os desafios com muita criatividade na área social e econômica para os próximos anos.

Caminho para inovar é a educação. E Petrópolis se prepara para isso – As pessoas ouvidas pela Tribuna sobre como estimular a população em vários níveis a inovar têm uma opinião em comum: a chave para enfrentar os dias de hoje e futuro é a educação. Sem ela, dizem essas mesmas pessoas, não será possível estar preparado para o inevitável. As consequências podem ser desastrosas no campo individual e coletivo. A economia precisa acompanhar a evolução das coisas e se ajustar (e por que não, superar?) da melhor forma possível.

De olho num futuro que parece estar cada vez mais presente no cotidiano, o administrador Rodrigo Curcio, um dos mais conhecidos empreendedores e CEO da startup HumanAZ, diz que é fundamental desenvolver nas pessoas competências com foco na inovação, pois para ele, o profissional do futuro é o profissional do presente. “É fato que, para falarmos em tecnologia que surge a cada dia, é importante destacarmos a inteligência emocional e vem como um diferencial. O trabalho em equipe é um ótimo exemplo para isso. Sair da zona de conforto e seguir para o pensamento diverso é flexibilidade cognitiva e estimular a capacidade de criação, o que é possível através da educação”, explicou Curcio, que nesta semana fez palestras para alunos universitários da Unifeso, em Teresópolis, onde detalhou questões primordiais combinando inovação, inteligência emocional e educação.

Em Petrópolis, a inovação não tem sido brincadeira de criança, mas sim tratada com muita seriedade com foco no futuro. O colégio Happy Code, uma franquia com metodologia americana, tem tratado a inovação como primordial e aliada da chamada “Geração Z” - pessoas conhecidas por serem nativas digitais, muito familiarizadas com a internet, compartilhamento de arquivos, telefones móveis, não apenas acessando a rede de suas casas, mas também pelo celular, estando assim extremamente conectadas. Suas principais características são: compreensão da tecnologia e abertura social às tecnologias.

De acordo com Rodrigo Lopes, CEO do estabelecimento de ensino, o projeto de inovação que é desenvolvido na cidade é, pelas palavras dele, “mega-audacioso” em decorrência do currículo escolar oferecido fazer parte de uma plataforma da MIT, uma das maiores universidades de alta tecnologia do mundo. Segundo ele, os alunos são instigados a pensar diferente, em criar coisas baseadas na tecnologia. “Estimulamos os alunos a despertar para o empreendedorismo, aliando soluções tecnológicas, como a criação de games que tenham uma utilidade para a sociedade e para seu crescimento pessoal”, disse o CEO, que trabalha em parceria com outros dois colégios – João de Barro e Céu Azul.

O colégio João de Barro, em Itaipava, tem seguido o caminho da inovação para despertar interesses diversos entre os alunos. E com resultados práticos. Lá, se trabalha com a robótica, sobretudo, e se estimula o olhar para a tecnologia não como a vilã, mas mostrando como ela pode ser positiva para o desenvolvimento e crescimento dos pequenos. E não somente isso. Hoje, a tecnologia é capaz de aproximar pais e filhos, além de provocar uma transformação muito positiva em diversas habilidades, inclusive sociemocionais. Um dos gestores da corporação educacional, Pedro Freixiela, ressaltou que é fundamental se trabalhar o amanhã agora. “O Brasil tem capacidade de inovar. Mas para isso, é importante pensar diferente e os colégios, principalmente os mais tradicionais hoje, necessitam estimular a educação para inovar”, finalizou ele.


Competências digitais e inovação para a nova geração

Petrópolis pode se orgulhar por ser uma das cidades do Brasil a possuir um estabelecimento de ensino voltado para a inovação desde a tenra infância. A Happy Code também está presente em países como Portugal, Espanha e Estados Unidos, é referência global no ensino de STEM – Ciências (Science), Tecnologia (Technology), Engenharia (Engineering) e Matemática (Math). Oferece cursos de programação, robótica, desenvolvimento de aplicativos e artes digitais para crianças e adolescentes de cinco a 17 anos.

O método de ensino é baseado no desenvolvimento de habilidades do século 21, trabalhando disciplinas fundamentais na formação de pessoas mais capacitadas para lidar com os novos desafios da era digital. 

A instituição oferece uma variada grade de cursos regulares – com carga horária em média de 27 horas. Todos os cursos foram desenvolvidos com intuito de apresentar o mundo da criação de tecnologia de maneira simples, descomplicada e divertida.

São incorporados os princípios pertinentes do modelo Lean Startup e também o conceito de Design Thinking em uma abordagem que desenvolvemos e nos referimos como a metodologia “Lean Education Technology”. Os cursos estão disponíveis em três pilares: O Letramento Digital oferece modalidades cursos de Programação, Games, Aplicativos e Robótica com Drones onde os alunos aprendem a utilizar as melhores ferramentas da Indústria de games desenvolvendo projetos de jogos em 2D, 3D e RPGs.




 

 

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