Petrópolis, 13 de Dezembro de 2019.
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  Acidentes de trânsito aumentam 9,8% na cidade em 2018

Data: 26/09/2019

 

Acidentes de trânsito aumentam 9,8% na cidade en 2018

Luana Motta - Redação Tribuna de Petrópolis


O número de acidentes de trânsito no município aumentou 9,8%, em 2018. As vias em que mais ocorreram registros foram Estrada União e Indústria, em seguida Avenida Barão do Rio Branco, Rua Bingen e Coronel Veiga. Os dados fazem parte do Anuário Estatísticos de Acidentes de Trânsito apresentado ontem, pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans). No Centro, a via que foi considerada com maior insegurança viária foi a Rua Fonseca Ramos.

Os dados apontam que número geral de acidentes de trânsito aumentou de 1.776 em 2017 para 1.950 no ano passado. O percentual de vítimas também registrou aumento. Foram 1.589 registros enquanto no ano passado foram 1.713 – 7,8% a mais. Os motociclistas foram as principais vítimas de acidentes de trânsito. Eles representam 48,93% do número total de vítimas, ou seja, foram 869 pessoas. Já em relação ao registro de vítimas fatais teve uma redução nos últimos dois anos, em 2017 foram 42 mortes, em 2018 foram 26 na cidade. Destes acidentes, a via em que mais foram registrados óbitos foi a BR-040, foram oito vítimas. Das 26 vítimas fatais, metade foi em acidentes envolvendo motocicletas.

“No anuário a gente também traçou o perfil das vítimas desses acidentes: 79,5% são homens e 20,3% de mulheres, sendo que 32,1% deste total – a maioria – tem idade entre 21 e 30 anos. Já quando falamos do perfil considerando todos os modais há uma pequena alteração com 73,3% de vítimas homens e 24,9% de mulheres – 1,8% não teve o sexo informado. A faixa etária que mais sofre acidentes também tem entre 21 e 30 anos de idade (27,3%)”, explicou Iza Machado, chefe do setor de estatística da CPTrans ao apresentar o anuário.

No anuário também foram discriminados os tipos de acidentes, sendo a maioria colisão (680), seguido por abalroamento (360), queda de moto (298), choque (250), atropelamento (178), capotamento (86), tombamento (42) e queda de bicicleta (3). Acidentes não identificados foram 53. O documento apresenta, pela primeira vez, informações do DPVAT. De acordo com os dados dos sinistros pagos no município em 2017 e 2018 se percebe queda nas indenizações de morte (-34,6%), que é percentual superior ao índice nacional.

Para os sinistros referentes à invalidez permanente a queda foi de -7,6%, índice também abaixo do nacional. Em relação ao atendimento nos hospitais, o anuário mostra que de acordo com os dados do sistema DATASUS houve internações em 2018, com um gasto de R$ 1,18 milhões. Desses totais, 65% referem-se a tratamento de condutores ou passageiros de acidentes com motocicleta. Para o ano de 2018, foi criado mais um índice chamado “Insegurança Viária”, neste a CPTrans leva em conta não somente os acidentes por km, mas também as vítimas por km, e as fatalidades por km. Para cada uma dessas variáveis foi atribuído um peso, e calculado um valor, que se aproxima ainda mais da sensação de insegurança. Baseado nesse estudo, embora a Rua Fonseca Ramos não tenha sido a via com maior número de registros, foi a via do Centro que teve dois atropelamentos com vítimas fatais no ano passado. Uma das propostas apontadas pelo anuário para reduzir a sensação de insegurança na via, é o reforço da sinalização no local. Os dados foram consolidados com informações do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Municipal de Saúde.

 

União e Indústria ainda lidera as estatísticas de acidentes de trânsito

A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) apresentou ontem o anuário do trânsito de Petrópolis, que revelou crescimento de 9,8% no número de acidentes, em 2018, em comparação com 2017. A Estrada União e Indústria lidera as estatísticas, seguida da Barão do Rio Branco, Bingen e Coronel Veiga. O estudo mostra outros pontos perigosos da cidade, como a Rua Paulo Barbosa. A Rua Fonseca Ramos, que liga a Ipiranga à Rua Quissamã, é apontada como o local de maior risco para a ocorrência de atropelamentos. Em 2018, duas pessoas morreram no local. No total, 868 pessoas foram vítimas de acidentes no ano passado.

 


Fotos:
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O comandante do Corpo de Bombeiros, gil Kempers, fala durante a apresentação do dossiê, na sede da Cptrans.


 

 

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