Petrópolis, 07 de Dezembro de 2019.
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  Informativo AFPF Janeiro 2014 # 123

Data: 02/01/2014

Prezadas/os

 
Segue o nosso Informativo do mês. Se for de seu agrado, pedimos que repasse para seus contatos.
 
Boa leitura.
 
Feliz 2014!
 
AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária Janeiro de 2014 - no 123
Fundada em 30 de abril de 1999, por Luiz Octavio da Silva Oliveira CNPJ - 03.527.508/0001-30
 
Editorial
 
É incontestável a importância do automóvel para os brasileiros. Contudo, devido à baixa fluidez do trânsito, esse veículo está cada vez mais nos privando da sensação de liberdade e perdendo a vantagem da rápida mobilidade nos deslocamentos porta-à-porta. 
O automóvel nos proporcionou muita coisa boa. Porém, fez-nos seu dependente e tornou-se um terrível algoz, que entre 1980 e 2012 ceifou um milhão de vidas nas rodovias brasileiras. Essas mortes totalizam R$ 40 bilhões/ano por conta de prejuízos materiais, despesas hospitalares, perdas de produtividade, indenizações por morte, invalidez permanente etc.
As causas dessa catástrofe são bastante conhecidas: estradas mal conservadas, motoristas imprudentes precariamente habilitados, fiscalização pífia, impunidade
e uma grande ineficiência sistêmica nos transportes coletivos. Mas, uma coisa é certa, creiam: isso ainda vai continuar por muito e muito tempo, pois os decisores federais não querem saber de transportar passageiros por ferrovias, para médias e longas distâncias. Isto está claro no novo Programa de Investimentos em Logística que vai consumir R$ 91 bilhões em doze trechos ferroviários de 11.500 km que serão
construídos/reformados por R$ 91 bilhões, mas somente para transporte de granéis (minério de ferro, soja, milho, cimento etc.), nada de passageiros! A carga geral (alimentos, eletrodomésticos, veículos, etc.) continuará seguindo de Norte a Sul por rodovias, disputando espaços com os automóveis e aumentando os custos dos produtos. Observe no mapa o traçado predominante, do interior para o litoral. Os autores do PIL ignoraram o fato de que 85% da população brasileira está concentrada em áreas urbanas, numa faixa de 300 a 400 km ao longo do litoral, de Norte a Sul, evidenciado nas áreas escuras no mapa abaixo. Compare os dois mapas e conclua: Se a população dessa faixa fosse servida por trens rápidos, interligando as principais regiões e capitais, sem dúvida milhares de vidas preciosas seriam poupadas, além de reduzir a inútil queima de combustível fóssil nos engarrafamentos. Essa economia daria para fazer um novo PIL a cada cinco anos! Mas, já dizia o profeta: e lhes será dado ver mas não verão. Oremos, pois, para escaparmos dessas estatísticas.
 
Os chargistas e os transportes públicos.
 
O anúncio de aumento das tarifas dos transportes públicos em 2013 foi a senha para que multidões tomassem as ruas e reivindicassem que os transportes - e também hospitais e escolas -, deviam apresentar-se no padrão de qualidade FIFA. Conforme abordamos no EDITORIAL, parece que os governantes ainda não absorveram totalmente o duplo recado das ruas: as passeatas e os acidentes. E assim o governo federal segue estimulando a venda de automóveis ... e esquecendo-se por completo dos trens de passageiros para médias e grandes distâncias, voltando seus olhos apenas para os trens de carga (nada contra). Assim, para fechar esse Informativo de forma diferente da habitual, selecionamos algumas charges incríveis publicadas em 2013, que nos levam a concluir o seguinte: “país desenvolvido não é aquele onde todos tem carro e sim aquele onde até o rico
anda de transporte público”.
 
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