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  O meio ambiente respira novos tempos - Bernardo Filho

Data: 15/12/2019

 

O meio ambiente respira novos tempos

Bernardo Filho - Advogado e Jornalista

 

Não vejo no Ministro Ricardo Salles a melhor escolha de Bolsonaro para a pasta do Meio Ambiente. Mas, por outro lado, não podemos jamais esquecer que Lula e Dilma entregaram à militância e a aliados fisiológicos, segmentos que integram o Ministério, tais como Incra (responsável pela reforma agrária), Ibama, ICM Bio e outros.

Fala a esquerda que Salles está desmontando este aparelhamento; sim, é verdade. A favor disto, podemos dizer que neste primeiro ano de Governo, não tivemos notícia de invasões de terras por parte do MST, tampouco que o MST e os movimentos similares, tenham voltado a ter acesso da maneira fácil e generosa às verbas públicas, como tiveram por 16 anos. Sem proteção e apaniguamento, estes movimentos minguaram suas ações.

O que a esquerda chama de guerra cultural e perseguições, eu chamo de a volta ao bom senso.

As alegações de afrouxamento nas vigilâncias e contenção de atividades destrutivas (queimadas e garimpo) não passam de lamúrias de perdedores, que ainda não se curvaram à nova realidade e ao novo Governo.

As queimadas, o desmatamento, a poluição dos rios, nunca foram devidamente coibidas pelos governos do PT. E sobre estes assuntos não restam dúvidas, nem podem ser contestadas estas verdades.

É público e notório, o interesse do mundo sobre a área amazônica. Enganase quem pensa que são as riquezas do solo; estas têm sim seu valor, mas o real interesse é a biodiversidade para exploração comercial e registro de patentes.

A atuação destes interesseiros, extremamente bem financiados, tem sido contida a contento pelo Governo, contra países, instituições e imprensa internacional. O assustador número de ONGs que atuam na Amazônia é, sim, alvo de preocupação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional ) do Governo.

O massacre cotidiano, quer seja na reputação, quer seja em sua competência, que o ministro Ricardo Salles sofre, bem como as pressões internas e externas, é assustador. Mas as metas estão traçadas e até onde sei, a proteção e o trabalho estão sendo conduzidos inteligentemente.

Enxergo outro ponto altamente positivo, neste particular do meio ambiente, que é o fato de ter desaparecido o critério lulopetista de venda de terras e direitos de exploração do solo às ONGs, bem como o afastamento dos patrimonialistas do processo.

A esquerda desestruturada e sem voz ativa, insiste em um discurso esvaziado em si, de um desmonte que é irreal.

Não canso de falar o óbvio: deixem o homem trabalhar.




 

 

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