Petrópolis, 18 de Novembro de 2019.
Matérias >> Artigos
   
  Preservar a vida com ética

Data: 15/10/2019

 

Preservar a vida com ética

Maria Regina Bortolini, Gabriel / Martins e Márcia Varrichio - Professores membros da Comissão Organizadora da 25ª Semana Científica da FMP/Fase.

 

Você já ouviu falar de Bioeconomia? Talvez essa realidade o permeie e não tenha noção disso. Você discute sobre o uso de agrotóxicos? Se preocupa com o destino dos canudinhos, copos e sacolas plásticas que usa? Você deseja viver num futuro sustentável?

Da pesquisa sobre alimentos funcionais à produção de alimentos transgênicos assim como o uso de células tronco, uma vasta gama de produtos, processos e serviços de base biotecnológica de menor impacto ambiental, com vistas a garantir maior sustentabilidade e qualidade de vida é o que define a Bioeconomia.

O Brasil tem a maior diversidade biológica do planeta, com muitos ativos de grande interesse para a economia, criando uma janela de oportunidades e garantindo “competitividade para novos empreendedores em segmentos vitais como a agricultura, a saúde, e as indústrias química, de materiais e de energia”, nas palavras do presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes.

No entanto, para garantir a melhor utilização e aproveitamento da biodiversidade e respeito às comunidades tradicionais, sem comprometer os ecossistemas, é necessário construir políticas públicas que preconizem o respeito à vida.

Sobram temas para reflexão. Por isso, em nossa 25ª Semana Científica, neste outubro, em Petrópolis, vamos discutir as possibilidades e os dilemas que o campo da Bioeconomia nos traz, refletir sobre os limites éticos que ele exige, de modo a se preservar o cuidar como ética na vida, como uma atitude presente e cotidiana.

Estamos trabalhando a partir de dois eixos fundamentais: pensar a Bioeconomia como oportunidade de desenvolvimento econômico, considerada a biotecnologia aplicada ao desenvolvimento de produtos, que hoje se coloca como uma grande oportunidade de negócio no mercado, mas também considerar que toda essa biodiversidade envolve não só o cuidado e a preservação de um patrimônio biológico, mas também de saberes tradicionais que estão relacionados à preservação dessa riqueza e de como, através dos tempos, diferentes povos de alguma forma construíram uma relação com o meio ambiente onde o respeito e o cuidado permitiram compreender a dinâmica possível entre o homem e a natureza que gera saúde, bem-estar e maior sustentabilidade para o planeta e para qualquer civilização humana.

 



 

 

Área do Município: 791.144 km² (2018)
População estimada (2019): 306.191 habitantes (97,4% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2010): 371,85 habitantes/km²
PIB (2016): R$ 12.690.967.000,00 (R$ 42.564,57 per capta)
IDH Mun. (2010): 0,745 (13º/92 no RJ) - Mort. Infantil: 10,97 óbitos/mil nasc. (2017)
Fonte: IBGE
DADOS MUNICIPAIS EQUIPEWEB DADOS MUNICIPAIS DADOS MUNICIPAIS