Petrópolis, 19 de Agosto de 2017.
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  FIRJAN REVELA: PETRÓPOLIS FICOU MAIS DE 30 HORAS SEM LUZ EM 2016

Data: 13/07/2017

 

FIRJAN REVELA: PETRÓPOLIS FICOU MAIS DE 30 HORAS SEM LUZ EM 2016

Tribuna de Petrópolis

Petrópolis registrou 18,54 interrupções e mais de 30 horas sem fornecimento de energia elétrica em 2016, revelou o estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema Firjan, na última terça-feira (11). Em média, os municípios fluminenses ficaram 25 horas sem energia no ano passado. Na comparação com 2011, o tempo de interrupção aumentou 10,2%. A média nacional é de 16 horas sem fornecimento.

O levantamento, elaborado com base em indicadores da Aneel, aponta ainda que a cidade da região Serrana se encontra no grupo de municípios do estado que fica no segundo pior patamar, entre 20,99 e 30,99 horas de interrupções por ano. Entre 2011 e 2016 houve piora nos principais indicadores de qualidade e o DEC (Duração Equivalente de Unidade Consumidora) – índice utilizado para calcular as horas sem energia elétrica – passou de 22,07 horas para 30,43 horas, um aumento de 37,8%.

“Um cenário assim afasta novos investidores e inibe qualquer iniciativa de expansão”, disse o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, na abertura do seminário “Energia Elétrica, Indústria e Competitividade”.

Em relação a quantidade de vezes em que foram registradas interrupções no fornecimento, Petrópolis passou de 11,61 vezes para 18,54, revelando um aumento de 60%. Neste quesito, o município encontra-se no patamar intermediário.

Em relação ao estado, em média, os consumidores tiveram o fornecimento interrompido 13 vezes, um aumento de 11,1% em relação a 2011. Entre os municípios vizinhos, Areal e São José do Vale do Rio Preto estão no grupo de cidades que mais vezes ficaram sem energia elétrica. São José do Vale do Rio Preto, inclusive, tem o pior resultado entre os 92 municípios fluminenses. Foram 54,36 horas sem energia elétrica em 2016.

A qualidade, a instabilidade no fornecimento e os cortes já haviam sido apontados pelos empresários de Petrópolis como uma das principais questões que dificultam o desenvolvimento industrial local. O tema foi incluído no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (2016-2025).

“A piora nos dados traz uma preocupação para a indústria, já que Petrópolis dispõe de um pool de empresas altamente tecnológicas e qualquer interrupção no fornecimento de energia significa perda de prazo, de produtos e de competitividade”, explicou a presidente da Representação Regional da Firjan/Cirj na Região Serrana, a empresária Waltraud Keuper Rodrigues Pereira.

De acordo com o Sistema Firjan, o acesso à energia elétrica com qualidade, segurança e a preços baixos é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e industrial. Para melhorar o serviço oferecido no estado, a Federação das Indústrias defende investimentos por parte das distribuidoras, além de uma modernização da regulação a partir de uma visão integrada de todo o setor. As propostas apresentadas pelo Sistema Firjan para a melhoria do ambiente regulatório são a criação de indicadores que mensurem as interrupções abaixo de três minutos, a identificação das classes de consumo nos conjuntos elétricos, o desenvolvimento de pacotes de fornecimento de energia elétrica com qualidade e preço diferenciado para a indústria e o estímulo à expansão das redes inteligentes de energia, as chamadas smart grids.

Segundo o superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ivo Sechi Nazareno, a agência tem trabalhado para encontrar, cada vez mais, a relação de equilíbrio entre qualidade, investimento e tarifa. O presidente da Enel Distribuição Rio, Ramon Castañeda, citou algumas das medidas que a empresa vem adotando para melhorar a qualidade do fornecimento de energia. “Temos um plano de manutenção e
identificação de defeitos na rede, assim como investimentos para a melhoria da rede e a adoção de novas tecnologias”, comentou Castañeda.

O estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”, com análises de todas as regiões do estado, pode ser acessado através deste link:
www.Firjan.com.br/energiaeletrica.
 



 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE  
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