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  Comunidade preocupada com a faixa de exclusão

Data: 04/08/2011

 Comunidade preocupada com a faixa de exclusão

 

            Desde que foi instaurada, a CPI ouviu técnicos, especialistas, representantes de concessionárias de serviços públicos e autoridades municipais, além de lideranças comunitárias como objetivo de identificar as causas da tragédia de forma de prevenção. O presidente da Câmara ressaltou o empenho do presidente da comissão, vereador João Tobias, e dos demais membros da CPI - vereador Marcelo Muniz e Renato Thomé, que mesmo a Câmara em recesso continuaram trabalhando, realizando as reunião e da CPI.

            João Tobias disse que durante o contato com os moradores constatou que todo trabalho de limpeza, liberação de acessos e religação de energia e água foram feitos, "mas, ainda há muita reclamação, pois algumas pessoas disseram que há casas sem energia elétrica e a Ampla não liga por causa do laudo de Defesa Civil". Segundo apuração feita pelo vereador Tobias e Paulo Igor, vários moradores disseram que estão sendo assistidos pela prefeitura, sendo que a preocupação é com a questão da área de exclusão e com indenizações.

            Enquanto estava no vale do Cuiabá, o presidente da CPI entrou em contato com o secretário municipal de habitação, Carlos Abenza, confirmando que estão em andamento o processo de desapropriação de sete terrenos onde serão construídas primeiras 1500 casas. "Quatro das pesadas já estão em fase de chamamento público e vão abrigar 420 unidades habitacionais, sendo 128 delas no vale do Cuiabá, além das casas construídas por iniciativa de empresários ligados a Firjan", disse Tobias.

            O vereador Tobias contou que, de acordo com informações obtidas junto ao governo do estado, tomou conhecimento do que nos dois terrenos do vale do Cuiabá serão construídas casas e não apartamentos, o que acontecerá nos demais terrenos. "Na minha avaliação, será importante, pois as pessoas da região do vale do Cuiabá moravam em casas e têm uma história e, por isso, dar uma casa para elas é atender a uma das reivindicações desses moradores".

 

Relatório vai apontar causas de medidas de prevenção

 

            Histórico de ocupação desordenada, ausências de ações efetivas a preservação ambiental, inexistência de política habitacional e condições topográficas e geológicas fazem parte do rol de casos de tragédias de janeiro aponta. o relatório da CPI das chuvas da Câmara municipal. "É importante lembrar que este não é um problema do vale do Cuiabá, mas de toda a Petrópolis e que ocorre ao longo dos anos. A falta de planejamento, aliada à omissão do poder público e a outras ações, assim como as condições naturais da cidade, de tantas tragédias em Petrópolis", afirmou o presidente da CPI, João Tobias.

            Além do depoimento de técnicos, especialistas e pessoas que trabalharam que trabalham no governo municipal, o relatório final vai conter ainda os depoimentos de moradores como Claudio Botelho, que aos 60 anos trabalha para recomeçar a vida após a tragédia "É muito bom que os vereadores estejam aqui hoje (sexta-feira) e acompanhem o que está acontecendo. Para evitar que situações assim se repita é preciso que proíba a construção de tantos condomínios que causam desmatamentos enorme em Itaipava e aumentam a especulação imobiliária", afirma Cláudio, que é nascido e criado no Vale do Cuiabá.

            O vereador João Tobias disse que ao longo dos depoimentos na CPI, os vereadores membros da comissão poderão constatar que muitos crimes ambientais foram e são cometidos por condomínios destinados à classe média e alta e não somente por pobres. "Estes, na verdade, na sua grande maioria, ocupam encostas e área de preservação por não terem condições de pagar o aluguel".

            O presidente da CPI citou o caso de Fábio Leite de Carvalho, morador do vale do Cuiabá, proprietária de duas casas e que teve uma das casas destruída pela chuva. De acordo com João Tobias, ele aguarda uma autorização informando o que pode fazer, por sua casa está na área de exclusão. "Até o momento, ele disse que não teve nenhuma informação dos órgãos responsáveis pela indenização ou compra assistida. Fábio Leite disse que não é contra as medidas que estão sendo tomadas, mas reclama da falta de informação".

            O testemunho de quem viveu a tragédia e agora luta para se recuperar será um diferencial do relatório, além de se gestões de prevenção e medida a serem tomadas para evitar novas tragédias. "Vamos encaminhar o documento para os órgãos competentes, com o Ministério Público Federal e Estadual, além da União, do Governo do Estado, da CPI da Alerj e a torná-lo público. não podemos esquecer o que aconteceu, pois estudos mostram que se chover na mesma proporção do 1º distrito a tragédia pode ser muito maior", afirma João Tobias.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 31 de julho de 2011.




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE  
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