Petrópolis, 14 de Outubro de 2019.
Matérias >> Conselhos Municipais >> COMUTRAN/CPTrans
   
  CPTrans: tarifa de ônibus será de R$ 4,40

Data: 01/08/2019

 

CPTrans: tarifa de ônibus será de R$ 4,40

Cálculo diverge do apresentado pelas empresas 

Em estudo apresentado ao Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (Comutran) a CPTrans rejeitou a proposta de apresentada pelas empresas de ônibus de reajuste da tarifa para R$ 4,45. Pelos cálculos dos técnicos da empresa municipal, a nova tarifa deve ser de R$ 4,40. A decisão final está nas mãos do prefeito Bernardo Rossi.


CPTrans sugere reajuste de R$ 0,20 na tarifa dos ônibus municipais

JANAINA DO CARMO - Redação Tribuna de Petrópolis

A Companhia Petropolitana de Trânsito (CPTrans) sugeriu o novo valor da passagem de ônibus: R$ 4,40. O preço foi apresentado pela companhia na reunião extraordinária do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran) realizada na última terça-feira. A CPTrans chegou a um reajuste de 4,9% diferente do proposto pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Petrópolis (Setranpetro), que protocolou em maio, uma proposta de tarifa de R$ 4,55.

A ata da reunião do Conselho Municipal de Trânsito e a planilha da CPTrans com o valor da passagem serão encaminhadas ao prefeito Bernardo Rossi que tomará a decisão final sobre o reajuste. Depois de analisada pelo chefe do Executivo, um decreto será publicado com a nova tarifa dos ônibus e quando ela passará a vigorar. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura não há prazo para a publicação no Diário Oficial.

Segundo a CPTrans, o custo da tarifa é feita com base na planilha Geipot da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes, consolidada e aplicada pelos municípios brasileiros. Na composição, o peso maior é o do salário dos rodoviários, que significa que mais de 50% do preço da passagem. No cálculo também entram combustíveis, material de rodagem, peças e acessórios, além de custos fixos como seguros, depreciação da frota e IPVA, por exemplo. Os técnicos analisaram, segundo a CPTrans, que os custos praticamente permaneceram estagnados, mas que a queda de demanda foi a principal responsável pela diferença na tarifa.

“Temos cobrado a melhoria no serviço de transporte público desde o ano passado, quando conseguimos a renovação de 32 veículos para a nossa frota. Este ano, a Turb já fez a aquisição de 10 novos veículos, então, temos caminhado para termos um serviço melhor. Ao mesmo tempo, há grande esforço da companhia para melhoria no trânsito para garantirmos mais agilidade nas viagens. No entanto, nossas equipes analisaram as planilhas apresentadas pelo Setranspetro e chegamos a um resultado diferente do deles”, explica o diretor-presidente da CPTrans, Jairo Cunha.

A discussão sobre o reajuste começou em maio, quando a Setranspetro protocolou o pedido de reajuste. No dia 19 deste mês, o assunto foi levado para a reunião do Comutran, que teve 10 dias para analisar a planilha do sindicato, dando o parecer final na reunião extraordinária realizada na terça. O sindicato questionou a tarifa apresentada pela CPTrans e em nota, informou que a companhia retirou da planilha os valores destinados ao pagamento da taxa de gerenciamento, que estava inserida no estudo da Setranspetro. Outro ponto citado na nota do sindicato é em relação às variações no preço do óleo diesel. Segundo a entidade, a planilha foi preparada em maio quando o valor deste produto estava mais alto.

Ainda na nota, o sindicato ressaltou que “a diferença entre as planilhas do Setranspetro no valor de R$ 4,55 e CPTrans R$ 4,40 foi gerada pelo fato de que o sindicato considerou os reajustes dos salários e benefícios dos rodoviários nos anos de 2018 e 2019, que representa mais de 50% do custo total do sistema, enquanto a planilha da CPTrans considerou apenas o impacto do reajuste do presente ano”. O Setranspetro informou também que aguarda os desdobramentos legais sobre o reajuste da tarifa. O último aumento da passagem de ônibus foi em junho de 2018, passando de R$ 3,90 para R$ 4,20.

 

Depoimentos

"É um preço absurdo, pela distância e o tempo curto que a gente usa. Para vir para o mercado, paguei R$ 5,00, porque não tinha troco, e agora para ir para casa, no Quitandinha, tenho que pagar de novo. R$ 10,00 em um único dia, num percurso curto”, Rodrigo Ferreira, 42 anos, padeiro.

"Se aumentarem mesmo vai ser uma ‘escancaração’ do descaso com o usuário. O valor da passagem já é um absurdo, aumentar ainda mais é quase um roubo. Tudo aumenta nessa cidade, menos o salário”, Laércio Guedes, 59 anos.

"Os ônibus vivem quebrando e com o aumento, é um absurdo. É uma situação horrível. O ônibus quebra, eu demoro mais de uma hora para chegar em casa e ainda vão aumentar a passagem”, Suelen Castro, 24 anos, balconista.

"Esse aumento é ainda pior para quem mora perto, porque, por mais que seja R$ 0,20, no final do mês não é só isso, e na minha casa somos três pagando passagem”, Jandira Maria, 55 anos, auxiliar serviços gerais. 

"Para gente que trabalha todos os dias faz muita diferença. De 20 em 20 centavos se vai longe. Lá em casa somos cinco, vai ser um aumento grande. O salário não aumenta tanto, vamos ter que trabalhar para pagar passagem”, Janete Azevedo, 43 anos, diarista.

"Estamos mal assistidos nessa questão. Os ônibus estão horríveis, é muito desproporcional. Na minha casa, vou senti o aumento multiplicado por três”, Renata Brito, 53, auxiliar administrativo.

"Esse aumento é ainda pior para quem mora perto né, porque, por mais que seja 20 centavos, no final do mês não é só isso, e na minha casa não só eu, somos três pagando passagem”, Jandira Maria, 55 anos, auxiliar serviços gerais.




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE
DADOS MUNICIPAIS EQUIPEWEB DADOS MUNICIPAIS DADOS MUNICIPAIS