Petrópolis, 21 de Novembro de 2018.
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  Aquecedor solar feito com garrafas pet e caixas de leite

Data: 18/11/2008

Garrafas pet e caixas de leite em função da economia de energia. Duas ações positivas geradas por um sistema de aquecimento de água, utilizando equipamento feito de material que certamente será descartado na natureza. É esse o trabalho que o terapeuta e agente voluntário Rodrigo Corrêa pretende implantar no Jardim Salvador. Mas para que isso aconteça precisa captar matéria-prima e ter apoio de entidades ou do governo municipal para se efetivar. Desde 2007 se pretende levar o projeto, idealizado em Santa Catarina, para a comunidade, mas por falta de parcerias foi interrompido.

 

 O sistema de aquecimento de água através da captação da energia solar tem o objetivo de beneficiar as famílias carentes do bairro, que terão, caso o projeto se concretize, economia significativa nos custos. Rodrigo destaca que a redução de consumo de energia é evidente, se levado em conta que o chuveiro elétrico é responsável por parte importante dos gastos. E neste caso, o equipamento será usado para aquecer a água do banho. Esse é um sistema já testado em Santa Catarina. “Lá foi implantado em uma escola pública, onde as crianças tomam banho quente através desse aquecedor solar”, conta Rodrigo.

 

Em Petrópolis, o terapeuta, engajado em ações sociais, pretende fazer funcionar a idéia que já dá certo pelo Brasil, beneficiando famílias que vivem com dificuldades financeiras. No Jardim Salvador, ele destaca que as primeiras famílias a se beneficiarem seriam as com número elevado de filhos, com portadores de necessidades especiais, entre outros. No entanto, ele pontua que qualquer pessoa que se interesse pode confeccionar seu próprio sistema e passar a economizar, e assim, a contribuir para o reaproveitamento de materiais que seriam descartados.

 

 Quando começou a pensar no projeto, Rodrigo mobilizou toda a comunidade. Em pouco tempo ele conseguiu reunir garrafas pet e três mil caixas de leite. Mas com a falta de apoio, todo o material teve que ser descartado. As garrafas pet foram doadas para o projeto do município. Petrópolis Recicla e as caixas de leite foram jogadas fora, pois não houve destino mais proveitoso para o material.

 

 “Através do Petrópolis Recicla não consegui o encaminhamento dessas caixas, que em alguns lugares são usadas até mesmo para a confecção de telhas”, conta. Na época a parceria para o projeto dar certo seria necessária para a aquisição do restante do material: tubos PVC e conexões, e tinta preta. Com todo esse material, o custo de produção seria de R$ 180 por equipamento. Mas Rodrigo destaca que é possível se reduzir a zero toda a produção, caso consiga a doação de todo o material.

 

Matéria-prima encontrada na propaganda eleitoral

 

 

    O chefe de fiscalização do TRE, Roberto Hang, destaca que basta Rodrigo formalizar um pedido para que o material seja encaminhado para este fim. “Nós certamente vamos doar esse material para alguma entidade”, conta. Com isso, o projeto dos aquecedores dá um passo importante, faltando apenas a aquisição das tintas e conexões. As caixas de leite e as garrafas pet, Rodrigo destaca que rapidamente consegue na própria comunidade, a maior interessada em ver o trabalho dar certo.

A Comdep também informou que está “à disposição para estudar a viabilidade de implementação do projeto em conjunto com o morador”.

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis – 19 de outubro de 2008.

 




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE  
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